No Bangladesh, um raro búfalo albino foi poupado ao sacrifício do Eid al-Adha, uma das celebrações mais importantes do Islão, que honra a disponibilidade do profeta Ibrahim (Abraão) em sacrificar o seu filho como um ato de obediência a Deus. Apelidado de “Donald Trump” pela sua distinta crina ruiva, o búfalo foi salvo após uma intervenção de última hora do Governo motivada pelo “nível invulgar de interesse público” em torno do animal.
“Donald Trump”, com quase 700 quilos, já tinha sido vendido para o abate ritual quando as autoridades intervieram. Segundo a Reuters, a decisão partiu do ministro do Interior do país, Salahuddin Ahmed, que ordenou que o búfalo albino fosse poupado e que o comprador fosse reembolsado pelo valor pago pelo animal. O governante terá ainda pedido que o búfalo fosse transferido para o jardim zoológico nacional, em Dhaka, capital do Bangladesh.
“Em cima da hora, foi tomada a decisão de poupar o búfalo do sacrifício devido a preocupações com a segurança e ao nível invulgar de interesse público”, afirmou um funcionário do Ministério do Interior, citado pela agência de notícias.
Entretanto, vários vídeos do búfalo albino tornaram-se virais nas redes sociais, e “Donald Trump” acabou por se transformar num fenómeno no país. Esta quinta-feira, algumas pessoas deslocaram-se de propósito à quinta onde o animal se encontra para ver ao vivo o seu pelo ruivo e a sua aparência invulgar.
https://twitter.com/YourFellowArab/status/2059953650060100091
Ziauddin Mridha, o dono da quinta, explicou que foi o seu irmão mais novo quem batizou o búfalo de “Trump”, depois de reparar nas aparentes “semelhanças” com o Presidente dos Estados Unidos. Acrescentou ainda, de acordo com a Reuters, que o animal era “excecionalmente dócil” e que precisava de alguns cuidados especiais, que incluem banhos regulares.
No país, a maior parte do gado é escura e, por isso, o búfalo albino acabou por se destacar durante as festividades do Eid al-Adha, levando à sua compra devido à sua condição rara.