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ERS manda ULS São João registar compressas e instrumentos em partos após esquecimento detetado 14 dias depois

A compressa vaginal só foi detetada 14 dias depois, pela médica de família. A ERS exige agora auditorias internas e registos completos de instrumentos e materiais cirúrgicos.

Agência Lusa
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A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) instruiu a Unidade Local de Saúde (ULS) de São João, no Porto, para registar “devidamente” todas as compressas utilizadas em trabalhos de parto, depois de uma ter ficado esquecida numa utente.

Além das compressas, a ERS pediu, na instrução emitida à ULS de São João e que consta das deliberações do 1.º trimestre, esta quinta-feira divulgadas, que também sejam registados no processo clínico das utentes todos os instrumentos utilizados.

E que, acrescentou, os instrumentos e compressas sejam “corretamente removidos” aquando da alta hospitalar.

“Assegurando, a todo o momento, a qualidade e a segurança dos cuidados de saúde prestados”, referiu.

Esta instrução surgiu depois de uma utente ter reclamado por se terem esquecido de uma compressa vaginal aquando do parto, situação que foi detetada pela médica de família 14 dias depois em consulta.

“Consideradas as diligências instrutórias realizadas, apurou-se que os procedimentos de segurança levados a cabo pela ULS São João não se revelaram suficientes à proteção dos direitos e interesses legítimos da utente, mormente do direito à proteção da saúde e à qualidade e segurança dos cuidados prestados”, sublinhou.

O regulador da saúde considerou ainda que a ULS deve ainda assegurar “de forma permanente e em qualquer situação”, o registo “fidedigno, completo, organizado e atualizado” no processo clínico dos utentes de toda a informação relativa à sua situação clínica e cuidados prestados.

Realizar auditorias internas regulares, de forma a avaliar a execução dos procedimentos de prevenção e controlo de retenção de materiais clínicos no canal de parto, são outras das indicações da ERS.