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(A) :: "Quem não desejaria ter Ronaldo nas nossas competições?", questiona líder da Liga (que relativiza tensões no futebol nacional)

"Quem não desejaria ter Ronaldo nas nossas competições?", questiona líder da Liga (que relativiza tensões no futebol nacional)

Reinaldo Teixeira referiu o peso do capitão da Seleção na Liga mas não esqueceu a tensão entre Villas-Boas e Varandas, além do Benfica, que "não é propriamente um parceiro" na centralização.

Manuel Conceição Carvalho
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É o último Mundial e numa carreira que está muito mais próxima do final do que do início. Cristiano Ronaldo move massas, seja em que Campeonato for, dentro ou fora do campo. A possibilidade de Ronaldo voltar à Primeira Liga já foi falada, quando Ruben Amorim ainda orientava o Sporting. Agora, a 14 dias do início do Mundial, Reinaldo Teixeira, presidente da Liga Portugal, debruçou-se sobre esse cenário, garantindo que “Cristiano Ronaldo, mesmo não estando presente, está sempre cá”.

“A dimensão do Cristiano Ronaldo – quer ao nível desportista, quer ao nível empresarial – é tal que recebeu, no ano passado, o prémio de ‘Melhor de Sempre’ nos Star Awards. Por isso, repito: quem não desejaria ter o Cristiano Ronaldo nas nossas competições? Mas, como disse, ele é um embaixador do nosso futebol tal como está”, afirmou na 4.ª Conferência Bola Branca da Rádio Renascença.

Entre outros assuntos, o presidente da Liga ainda falou sobre o ambiente entre os presidentes de FC Porto e Sporting – André Villas-Boas e Frederico Varandas, respetivamente –, mas desvalorizou a tensão entre os dirigentes. “Não compete ao presidente tecer comentários públicos sobre os comportamentos ou as palavras dos dirigentes que representa, mas cabe-me dizer a verdade: dentro de casa, nas assembleias gerais e nas reuniões de presidentes, existe respeito e cordialidade entre eles. Tenho-as encontrado em todos, sem exceção, parceiros e aliados desde o dia em que assumi estas funções. Embora se fale desses comportamentos na praça pública, estamos a referir-nos a apenas dois presidentes num universo de 32 equipas” garantiu.

A centralização dos direitos televisivos continua na ordem do dia do futebol português. O dirigente revelou estar a ser construída “uma chave” para criar “mais competitividade” nas competições da Liga. “Essa chave assenta sempre em cinco pilares: desempenho desportivo, infraestruturas, qualidade audiovisual, equidade entre as equipas e o número de adeptos. É através destes cinco pilares que encontramos a solução”, acrescentou.

A intenção da Liga, assegura o seu presidente, é “criar mais competitividade, mais equidade e reduzir a diferença atual” entre os clubes. “Hoje, a disparidade entre o que menos ganha e o que mais ganha é de 14 vezes. A mediana está hoje em cerca de 12, mas o caminho que estamos a ajustar aponta para uma mediana de 5.6 e um rácio máximo de 7.8. Ou seja, estamos a reduzir para praticamente metade a realidade que temos hoje” esclareceu.

Entre os interessados na questão dos direitos televisivos estão os três grandes – dissonantes na matéria. “Estes três clubes – Benfica, Sporting e FC Porto – representam, ao nível de adeptos, mais de 95% do mercado. Em termos de valores atuais do audiovisual, representam cerca de 70% desses valores. Neste momento, o Benfica também não é propriamente um parceiro neste processo”, que o presidente garante que “vai ser concluído com sucesso”. “A realidade do contrato do Benfica foi negociada recentemente, enquanto as de Sp. Braga, Sporting e FC Porto foram negociadas há dez anos. Se fossem renegociadas agora, de certeza que, pelo seu desempenho, conseguiriam valores superiores“, concluiu Reinaldo Teixeira.