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(A) :: Departamento de Justiça dos EUA lança investigação contra E. Jean Carroll, a jornalista que acusou Trump de violação

Departamento de Justiça dos EUA lança investigação contra E. Jean Carroll, a jornalista que acusou Trump de violação

Em 2022, Carroll negou aos advogados de Trump estar a receber financiamento externo para o caso, apesar de ter sido revelado que algumas despesas foram pagas por um multimilionário.

Ricardo Reis
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O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação contra E. Jean Carroll, que em 2019 acusou Trump de violação, procurando analisar se a jornalista terá mentido sob juramento em relação ao financiamento da sua acusação, revelou a CNN, citando “fontes próximas do assunto”.

“A investigação foca-se em apurar se Carroll cometeu perjúrio no depoimento ligado aos seus dois processos civis contra o Presidente”, segundo a CNN, referindo-se a um caso de violaçaõ, em 2023, e um outro de difamação, em 2024, nos quais Trump foi condenado a pagar, respetivamente, indemnizações de cinco milhões (4,3 milhões de euros) e de 83 milhões de dólares (71,2 milhões de euros).

Num depoimento em 2022, a jornalista garantiu a Alina Habba, advogada de Trump, garantindo não ter recebido financiamento externo para a sua defesa, apesar de ter sido revelado posteriormente que o multimilionário Reid Hoffman terá pago algumas despesas, segundo a CNN.

A defesa de Trump acusou Carroll de ter ocultado a informação em tribunal, mas o juiz afirmou que “não via problemas com a credibilidade” da jornalista e impediu os advogados de fazerem pergunts sobre o alegado financiamento de Hoffman.

A investigação está a ser liderada por procuradores federais de Chicago, mas o procurador-geral interino, Todd Blanche, foi afastado do caso, por ser o antigo advogado do Presidente norte-americano.

Em 2023, Trump foi condenado ao pagamento de uma indemnização de cinco milhões de dólares por ter abusado sexualmente de Carroll, em 1996, dentro de um provador, num centro comercial em Manhattan. Seguindo-se outra condenção por difamação, no ano seguinte, por ter acusado a jornalista de inventar o caso.

Até hoje, a defesa do Presidente norte-americano tem recorrido da decisão, tendo o Tribunal de Apelações para o Segundo Circuito decidido, a 12 de maio, que Trump não terá de pagar as indemnizações até o caso ser revisto pelo Supremo Tribunal Federal, de acordo com o Associated Press. No entanto, terá de depositar uma caução no valor de 7,5 milhões de dólares para “cobrir custos adicionais com juros”.