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(A) :: Afonso bem tentou, mas a casa da colina estava reservada a Paul: hat-trick de Magnier no Giro, depois de Eulálio ter caído e atacado

Afonso bem tentou, mas a casa da colina estava reservada a Paul: hat-trick de Magnier no Giro, depois de Eulálio ter caído e atacado

Eulálio esteve em destaque num dia que se previa tranquilo, caiu, recuperou, foi o único a testar a Visma na subida final e andou ao ataque na aproximação à meta. Magnier imperou no final ao sprint.

Tiago Gama Alexandre
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A fuga voltou a imperar depois de mais um dia de alta montanha. Na quarta-feira, a 17.ª etapa, entre Cassano d’Adda e Andalo, terminou com o triunfo dos fugitivos, com Michael Valgren a vencer pela primeira vez numa Grande Volta depois de ter atacado à entrada para o último quilómetro, esperando pelo momento certo para mostrar a sua superioridade em relação aos outros companheiros de fuga. No pelotão, os candidatos da classificação geral chegaram, alguns minutos depois, sem diferenças, pelo que Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike) deu mais um passo rumo à vitória, mantendo os 4.03 minutos de vantagem para Felix Gall (Decathlon CMA CGM). Afonso Eulálio continuou no quinto lugar, a 5.40 do dinamarquês, e com a camisola branca na sua posse.

https://observador.pt/2026/05/27/michael-voltou-ao-valgren-para-fazer-historia-dinamarques-vence-pela-primeira-vez-em-grande-voltas-em-mais-um-dia-de-sucesso-para-a-fuga/

“O ano passado tinha grandes expetativas para alcançar um bom resultado numa etapa do Tour. O meu filho fez um Pokémon com as cores da nossa equipa e é um amuleto da sorte. As pessoas acham que eu sou rápido mas, na verdade, sou um pouco lento. Esta manhã [de quarta-feira], o Adam Blyth [jornalista britânico] perguntou-me sobre a minha potência máxima e é ridiculamente embaraçoso, para ser honesto. Quando tenho boas pernas, sou muito bom nisso. Foi um dia estranho. O grupo era muito grande e nunca trabalhámos juntos. Cheguei a irritar-me. No final estava no meu limite. Fiquei algum tempo sem comida porque os carros não podiam estar atrás de nós. Estava muito preocupado por ficar sem energia. Felizmente a etapa não durou mais 500 metros”, explicou Valgren no final.

“Ontem [terça-feira] olhei-me no espelho e percebi que parecia um adolescente. Tentei deixar o bigode crescer, mas tive de tirá-lo. Com o bigode, às vezes tens de aceitar as tuas derrotas, e esta é uma das minhas derrotas. A vida às vezes é assim, eu aceito. Speedsuit? Recebo uma quantidade limitada de camisolas e, na minha coleção em casa, gosto sempre de ter o máximo possível de camisolas que usei nas Grandes Voltas. Também quero ter uma extra. Acho que estou num nível muito alto neste Giro d’Italia e espero poder melhorar ainda mais. É o que esperamos. É por isso que estamos aqui: para vencer o Giro, mas também para tentar melhorar para a Volta a França. Pogacar? Espero que ele esteja num nível muito alto no Tour. É um adversário muito difícil e temos de fazer tudo o que pudermos para tentar vencê-lo”, partilhou, em tom bastante descontraído, o camisola rosa.

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Para esta quinta-feira estava reservada uma jornada bem menos exigente, com os 171 quilómetros entre Fai della Paganella e Pieve di Soligo a ter pouco mais de dois mil metros de desnível positivo acumulado. A primeira dificuldade do dia apareceu apenas ao quilómetro 83, com a subida de Fastro (3,2 km a 3,4%) a contribuir para uma eventual seleção do pelotão. Já nos últimos 35 quilómetros havia o sprint intermédio de Guia e uma subida não categorizada que podia deixar os sprinters para trás, antes do Muro di Ca’ del Poggio, com apenas 1.100 metros, mas pendentes médias de 12,1%, com máximas de 16,9%. Aquando da passagem no alto, restavam apenas nove quilómetros, seguindo-se a descida até à meta.

As equipas dos homens mais rápidos do pelotão assumiram o controlo da corrida desde o quilómetro zero e complicaram a formação da fuga do dia, que podia ter tido Nélson Oliveira (Movistar), não fosse a jogada do português ter sido anulada. Ainda assim, Jonas Geens (Alpecin-Premier Tech), James Shaw (EF Education-EasyPost) e Mattia Bais e Andrea Mifsud (Polti VisitMalta) conseguiram escapar, com a sua vantagem para o pelotão a não passar dos três minutos. Já depois de Vingegaard ter trocado de bicicleta, António Morgado (UAE Team Emirates-XRG) entrou ao trabalho para Jhonatan Narváez, assumindo a perseguição. Já dentro dos últimos 50 quilómetros, Afonso Eulálio, o português que faltava aparecer na corrida, caiu quando tentava recolher abastecimento e mostrou-se com dores no braço esquerdo, acabando por voltar ao pelotão cerca de dez quilómetros depois.

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No sprint intermédio, Narváez ganhou mais um ponto a Paul Magnier (Soudal Quick-Step), antes de a fuga ter sido neutralizada. Na derradeira subida, Eulálio foi o primeiro a movimentar-se e o seu ataque não encontrou qualquer resposta, apanhando a Visma desprevenida. Ainda assim, Vingegaard conseguiu reagir e alcançou o português no alto, com um pequeno grupo a abordar os quilómetros finais, no qual não estavam Davide Piganzoli (Visma), Jonathan Milan (Lidl), Magnier e Michael Storer (Tudor). A seis quilómetros da meta, Johannes Kulset (Uno-X) atacou, com Eulálio a responder e a assumir o trabalho em busca da vitória. O pelotão acabou por se juntar a pouco mais de três quilómetros da chegada, condição que acabou por anular a fuga a 1,3 quilómetros de Pieve di Soligo. sprint foi lançado por Jasper Stuyven (Soudal) que levou Magnier à terceira vitória neste Giro e à maglia ciclaminoEdoardo Zambanini (Bahrain) e Milan fecharam o pódio da etapa. Na geral não houve mudanças, com Jonas Vingegaard a partir para as últimas três etapas na liderança e Afonso Eulálio em quinto.

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