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(A) :: "Estamos alinhados, em cinco minutos resolvemos o tema": as três ideias (e um regozijo) de Proença sobre futuro de Martínez na Seleção

"Estamos alinhados, em cinco minutos resolvemos o tema": as três ideias (e um regozijo) de Proença sobre futuro de Martínez na Seleção

Pedro Proença assume candidatura de Portugal à vitória no Mundial "sem divergências" com Martínez e fala sobre o futuro da Seleção, de uma era sem Ronaldo e da importância do mérito desportivo.

Bruno Roseiro
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Uma citação de Roberto Martínez, um “parafraseando o mister Martínez”, um assunto que continua a ser um não assunto – mesmo que, a partir de julho, tenha mesmo de ser um assunto sem forma nem margem de se transformar num tabu. Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol depois de um trajeto de quase uma década na liderança da Liga de Clubes (e na Associação de Ligas Europeias), continua a colocar o foco único na participação da Seleção no próximo Campeonato do Mundo. Selecionador? Só depois.

“Não há nenhum português que não vá com uma grande ilusão. Temos uma geração de jogadores com um talento extraordinário, uma direção técnica altamente capacitada, uma estrutura que tem todo o respeito da parte internacional. Desde que assumi funções há um ano e três meses, nem os portugueses me deixariam ter outra opinião que não fosse assumir que estamos mais perto de sermos campeões do mundo. Portugal é campeão em título da Liga das Nações, olhando para quem esteve presente é só juntar Brasil e Argentina… Por isso, estamos muito mais perto. Direi que seremos das quatro, cinco ou seis seleções habilitadas para se sagrarem campeãs mundiais. Nem estejam à espera de um presidente da Federação que não pense assim, não há nenhuma federação ou país que tenha estado em oito finais de forma transversal”, começou por referir o líder federativo num dos painéis da 4.ª Conferência Bola Branca da Rádio Renascença.

“São oito jogos até chegar a esse objetivo desde a fase de grupos e Portugal está nesse lote de equipas que podem ser campeãs mundiais. Divergência com a opinião de Roberto Martínez? Não, nada. Não há nenhuma divergência entre nós, há apenas mais prudência por parte do selecionador. Já estive em Mundiais, sei que é o tipo de torneio com especificidades muito próprias, onde o pequeno pormenor conta”, apontou, recusando essa ideia de que “só as seleções que já ganharam o Mundial podem ser consideradas favoritas”. “Houve alterações no departamento técnico, fomos buscar pessoas com experiência como Óscar Tojo ou Lourenço Pereira Coelho com ligação direta forte ao quadro desportivo e estamos preparados”, acrescentou.

Já sobre a renovação ou uma possível sucessão, três ideias e um regozijo. “Vou dizer aquilo que o mister Martínez já disse: o presidente da Federação e o mister estão perfeitamente alinhados, há um foco completo naquilo que será o Campeonato do Mundo e em cinco minutos depois resolveremos o tema. Quando acaba qualquer projeto, há sempre avaliações. Jorge Jesus? Não falarei de nomes mas deixo o registo da forma como os treinadores portugueses de alta capacidade falam da vontade de treinarem a Seleção”, frisou, antes de recusar também qualquer tipo de influência do agente Jorge Mendes na lista de 26 convocados.

“Não há interesses económicos a entrar na Federação, há apenas decisões técnicas. Temos os melhores jogadores, os melhores técnicos, os melhores árbitros e os melhores agentes, é natural que sejam agenciados pelos melhores. Na porta da Federação só entra o mérito desportivo. Nem o presidente da Federação tem alguma intervenção nas escolhas técnicas, quanto mais outras pessoas…”, assegurou, passando ao lado daquilo que foi a polémica em torno de António Silva: “Não conheço a história, também não a alimento”.

Por fim, Pedro Proença falou também de Cristiano Ronaldo. “Fisiologicamente seria uma grande surpresa que ainda estivesse no próximo Mundial…”, começou por dizer, antes de garantir que um novo ciclo sem o capitão da Seleção não será um problema. “A marca Federação confunde-se com a marca Ronaldo. Ele vai ser o que quiser no futebol português e mundial, desde que seja feliz. O pós-Cristiano prepara-se não estando a dramatizar o assunto. Ronaldo vai estar sempre ligado não só à Federação mas ao país, a Federação foi preparando sempre o presente e o futuro para ter drives de receitas que não dependessem apenas das participações em grandes provas, de uma ou duas marcas ou de um outro atleta. As receitas operacionais estão mais do que asseguradas para um ciclo que vai aparecer de forma natural”, concluiu.