Rui Borges tentou justificar o injustificável após a derrota do Sporting frente ao Torreense na final da Taça de Portugal, Morten Hjulmand não poupou nas palavras também na zona de entrevistas rápidas (sendo ainda mais duro no balneário com os companheiros na condição de capitão de equipa), alguns jogadores pediram nos dias seguintes desculpa aos adeptos pelo insucesso no final da temporada. O surpreendente desaire dos leões na decisão da prova rainha do calendário nacional pesou e muito em Alvalade, até por tudo o que aconteceu na passagem do grupo pela escadaria do Jamor, faltando só uma posição do número 1 do clube.
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Na tarde desta quarta-feira, no Polo verde e branco no Estádio Universitário de Lisboa, Frederico Varandas, presidente do Sporting, falou pela primeira vez sobre o resultado que encerrou a temporada de 2025/26 e, sem colocar a situação de forma taxativa, acabou por apontar para uma espécie de fim de ciclo em Alvalade perante as críticas que teceu aos jogadores pela derrota frente ao conjunto de Torres Vedras. “Perdemos por incapacidade. Não competimos e não tivemos atitude. Queremos jogadores que queiram jogar Champions e estar em Mundiais mas também que queiram ganhar troféus no seu clube”, resumiu na intervenção.
“O balanço da época tem de ser feito em duas fases: o início do Campeonato até à final de domingo e depois a final de domingo. Sobre a primeira fase, o Sporting fez uma época muito positiva. Chegou a todas as decisões. Não conseguiu o objetivo principal que era ser campeão. Terminou em segundo lugar, com 82 pontos, os mesmos com que foi campeão em 2024/25. Fez a melhor campanha europeia da história do clube. Fez grandes jogos contra os finalistas da prova. Qualificou-se com muito mérito para a final da Taça. O Sporting acabou por atingir todas as decisões”, começou por referir o líder da formação verde e branca.
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“Ao contrário da época passada, chegámos às decisões e não conquistámos qualquer título. Ficou atingido o objetivo mínimo, muito na visão do adepto, que tem ausência de troféu. Para a Direção, o segundo lugar é um objetivo de grande importância, pois é um objetivo que permite continuar na Champions. É essa a participação que permite ter capacidade financeira para continuar a fazer crescer o Sporting e continuar a ter armas para poder estar nas decisões e conquistar títulos. Até 2018, éramos um clube de Liga Europa e agora somos um clube de Champions. Cumprimos os objetivos mínimos”, acrescentou depois Frederico Varandas.
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“O Sporting perde aquela final por cansaço, por ausência de jogadores, por incapacidade tática ou técnica? Não, porque não competiu, não teve a atitude de quem quer ganhar. Aquele grupo de jogadores é um grupo que já ganhou muito, conquistou títulos, mas o Sporting quer um grupo que queira continuar a ganhar muito. O Sporting quer jogadores que tenham como objetivo jogar a Champions e participar em Mundiais pelas seleções mas o Sporting exige que os jogadores tenham a mesma ambição e empenho a jogar nas competições internas”, apontou nas críticas aos jogadores, “defendendo” também Rui Borges.
“O objetivo principal de um jogador do Sporting é ganhar pelo Sporting. Se não for assim, esse jogador, seja quem for, não terá espaço no Sporting. A coisa mais importante para um clube é a maneira como o seu presidente reage na derrota, mais do que nas vitórias. De domingo até hoje, Rui Borges foi pressionado onde? Nas capas de jornais, nas redes sociais, pelos pseudonotáveis, etc. Todas estas variáveis contam zero para a decisão do Sporting, não entra no Sporting. Rui Borges é o treinador do Sporting, no ano passado levou a equipa a todas as decisões e ganhou as decisões, este ano levou novamente a equipa às decisões, mas não ganhou. Rui Borges é o nosso treinador, assunto encerrado”, fez questão de destacar depois.
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“Dói muito terminar a época com uma expulsão e numa final. Tínhamos a esperança de ganhar. Mas o futebol é assim e assumo a responsabilidade. Queria agradecer aos meus colegas que lutaram até ao fim e a todos pelo apoio. Agora é hora de recarregar as energias para a próxima época, que não tenho dúvidas de que será incrível. Obrigado, Senhor, por cada bênção”, referira Maxi Araújo ao final da manhã.
“Depois de pensar e estar mais calmo venho aqui pedir desculpa por uma das piores derrotas na história do clube. Sempre aceitei qualquer crítica, não tenho medo e assumo que não estive ao nível que este clube exige. Mentalmente desde que vim da paragem de março não estive no meu melhor. O meu corpo queria mas a minha cabeça andava sempre com um ‘travão de mão’ com medo de me lesionar. Parece fácil mas quem está lá dentro sabe o quão difícil é. Aquele miúdo que saiu de casa sem os pais aos 11 anos, foi para Espanha sozinho e esteve um ano sem competir tinha o sonho de poder estar num Mundial e esse foi um dos meus grandes objetivos este ano. Sou uma pessoa que gosta de vencer, não me acomodo a nada e tenta sempre melhorar. Seis épocas no clube, sete títulos e seis finais perdidas. É triste ter tão poucos títulos. Agradeço à Bruna que puxa por mim todos os dias para ser uma pessoa melhor. Agora aproveitar com ela e com as minhas duas filhas umas férias para recarregar baterias e voltar mais forte”, tinha escrito Pedro Gonçalves na véspera, naquela que foi a primeira posição pública depois das zonas mistas do Jamor.
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Também à margem da presença no 70.º aniversário do Estádio Universitário de Lisboa, o presidente dos leões falou também das recentes declarações de André Villas-Boas, homólogo do FC Porto, a propósito das propostas “patéticas e com chico-espertice” do Sporting na última Assembleia Geral de Clubes da Liga. “O maior elogio que se pode fazer ao Sporting é que cada vez que o presidente do FC Porto fala, fala no Sporting. Já não é a primeira vez que o presidente do FC Porto não é rigoroso. Já veio a público dizer que o presidente do Sporting tinha chamado ladrão ao presidente da FPF, João Capela e Nuno Almeida. Disse uma mentira. Em relação ao que foi dito hoje [quarta-feira], é uma inverdade. Pode ser ignorância. O IFAB, há umas semanas, permitiu as mudanças nas leis de jogo para a utilização do VAR na revisão de cantos, mas não obriga à aplicação da lei. Dá a possibilidade às ligas de poderem adotar esta possibilidade. Onde se propõe alterações? Numa Assembleia Geral”, começou por referir a esse propósito.
https://twitter.com/Record_Portugal/status/2059628460646060411
“O Sporting agarrou num lance que deu tanto ruído o ano inteiro. Houve um canto, o Sporting, que foi beneficiado por esse canto, propôs que a Liga pusesse isto em vigor. O FC Porto votou contra. Foi apenas uma proposta do Sporting. Além desta, o Sporting propôs que o banco mude de posição com banco visitante para a equipa da casa não pressionar o fiscal de linha. Propusemos também que a pena aumentasse quatro vezes para um clube que fale de arbitragem antes ou depois do jogo, condicionando arbitragens. O Sporting pediu punições severas quando se verifica uma concertação de apanha-bolas para atrasar o jogo e propôs que os administradores sejam responsabilizados por publicações nas redes sociais dos clubes a condicionar árbitros. Foi tudo chumbado”, prosseguiu. “Ninguém quer mudar o futebol português”.
“Benfica e FC Porto têm a estratégia de condicionar a arbitragem ao máximo. Fazem tweets, comunicados, colocam lances onde são hipoteticamente prejudicados, nunca dizem os lances onde são beneficiados, mostram lances onde os rivais são beneficiados mas não quando são prejudicados. Só contam metade da história. Saem tweets, newsletters e é uma pressão enorme sobre as arbitragens. O Sporting não vai ganhar esta guerra. Os clubes pequenos querem continuar que os grandes continuem a fazer tudo o que querem. O Sporting podia ter feito uma época muito boa. Fez resultados mínimos, porque não conseguiu vencer troféus. À imagem dos últimos sete anos, nunca foi por culpa de arbitragem. Foi por incompetência nossa”, concluiu.
https://twitter.com/SportingCP/status/2058636878924894406