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Imprensa iraniana avança detalhes de memorando de entendimento. Casa Branca diz que é "pura ficção"

Imprensa iraniana diz que memorando de entendimento inclui gestão partilhada entre Irão e Omã do Estreito de Ormuz e resolução do Conselho de Segurança da ONU. Casa Branca nega relato.

Madalena Moreira
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Retirada de tropas norte-americanas, fim do bloqueio aos portos iranianos e controlo partilhado pelo Irão e por Omã do Estreito de Ormuz. Estas são três das exigências iranianas para um acordo de paz a que os Estados Unidos da América (EUA) terão acedido e incluído no memorando de entendimento, o documento que está a ser negociado entre Washington e Teerão — por intermédio do Paquistão — e servirá de base para negociar um acordo mais completo.

A informação foi noticiada esta quarta-feira pela IRIB, um dos canais de televisão iranianos com ligações ao regime, que disse ter tido acesso a um primeiro rascunho deste documento. Na semana passada, os conteúdos do memorando já tinham sido noticiados pela imprensa norte-americana, mas em termos diferentes do que são agora avançados pela televisão iraniana.

Segundo a informação da IRIB, os Estados Unidos iriam retirar todas as tropas das proximidades do Irão e levantar o bloqueio sobre os portos, ao mesmo tempo que o Irão restauraria a circulação total no Estreito de Ormuz para níveis pré-guerra. Este processo duraria um mês, tal como também foi detalhado pela imprensa dos EUA, que sublinhava, contudo, que este seria um processo gradual.

https://observador.pt/2026/05/24/o-que-se-sabe-sobre-o-acordo-de-cessar-fogo-que-estara-praticamente-negociado-entre-os-eua-e-o-irao/

Além disso, o memorando incluiria ainda uma parceria entre o Irão e Omã para gerir o trânsito neste corredor marítimo, em vez do controlo total de uma das partes. A imprensa iraniana indica que, caso seja concluído no espaço de 60 dias, o acordo de paz final e detalhado seria aprovado através de uma resolução no Conselho de Segurança da ONU.

https://twitter.com/RapidResponse47/status/2059643957647171644

A Casa Branca reagiu à informação iraniana, classificando o memorando descrito como “falso” e “pura ficção”. “Ninguém deve acreditar no que a imprensa estatal iraniana está a publicar. Os factos importam”, pode ler-se numa publicação deixada pela Presidência norte-americana nas redes sociais.