A princesa Mette-Marit da Noruega está “gravemente doente”, afirmou o seu marido, o príncipe herdeiro Haakon, numa conferência de imprensa na passada terça-feira, após a cerimónia de entrega do Prémio Abel, em Oslo. O herdeiro ao trono norueguês diz-se “preocupado”, e afirma que o estado de saúde da mulher “piorou bastante ultimamente”. Mette-Marit foi diagnosticada com uma fibrose pulmonar em 2018 e recentemente participou em eventos da realeza a usar uma cânula de oxigénio.
Há cerca de uma semana, a 17 de maio, Mette-Marit participou nas celebrações do Dia Nacional, em Oslo, a usar o equipamento para respiração assistida. Antes, a 10 de abril, a princesa surgiu pela primeira vez em público com a cânula de oxigénio numa receção aos atletas paralímpicos que competiram nos Jogos de Inverno. “A princesa herdeira está gravemente doente e acho que o seu estado piorou ultimamente. Por isso, estou preocupado com a sua saúde. Usa oxigénio no dia a dia, e isso ajuda um pouco”, disse o príncipe em declarações aos jornalistas. “Estes seis meses correram muito bem. Mas existem diferentes fases. Temos que tentar resolver isto da melhor maneira possível”, assinala.
Em dezembro de 2025 a Casa Real confirmou que a mulher de Haakon estava a ser avaliada para um transplante de pulmão. Questionado pelos jornalistas sobre se a princesa já está na lista de espera para o transplante e quando poderia ser submetida ao procedimento, o herdeiro ao trono norueguês não entrou em detalhes. “Isso depende dos médicos, é uma questão médica. São eles que decidem quando deve acontecer, quando é o momento certo. Mas acho que o estado dela piorou bastante ultimamente, infelizmente”, assinalou.
Não responde sobre episódio com Epstein
Durante a conversa com os jornalistas, a primeira desde que se sentou ao lado da mulher para responder às questões da estação pública NRK sobre o envolvimento com Jeffrey Epstein, há dois meses, Haakon voltou a apoiar Mette-Marit em relação ao caso. “Fez questão de esclarecer a sua relação e contacto com Epstein. Acho que ela fez isso de forma positiva naquela entrevista”, afirmou o príncipe, que foi questionado sobre a situação em que a mulher afirmou se ter sentido insegura. “A princesa herdeira não quer entrar em detalhes sobre o que aconteceu. Mas ela ligou-me e lembro-me bem da conversa. E não se tratava de uma situação com um nível de gravidade tal que fizesse sentido, ou que achássemos necessário, contactar a escolta policial.”
Questionado sobre se tinha conhecimento de que a princesa continuou em contacto com Epstein depois do episódio em que se sentiu insegura, Haakon respondeu que sim. Depois, o príncipe ainda disse que com o caso aprendeu a ser “mais vigilante”. “Existe a armadilha na qual é importante não cair: a de compensar em excesso, de se tornar desconfiado e, no pior dos casos, de julgar sem motivo. E certamente não é assim que quero viver a minha vida.”