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O comandante militar do Hamas, Mohammed Odeh, foi morto num ataque na cidade de Gaza na última noite, confirmou o ministro da Defesa israelita, Israel Katz, acrescentando que Telavive está a avançar com o seu objetivo de “emigração voluntária” para o enclave palestiniano.
“O quarto comandante da ala militar da organização terrorista Hamas em Gaza foi eliminado ontem e junta-se agora aos seus companheiros nas profundezas do inferno”, escreveu Katz na rede social X.
https://twitter.com/Israel_katz/status/2059499316423602665
Odeh foi nomeado para o cargo na semana passada, sucedendo a Izz al-Din al-Haddad, que foi morto no início deste mês. As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmam, também no X, que Odeh desempenhou um papel central no planeamento e na coordenação do ataque do Hamas no dia 7 de outubro de 2023 e, posteriormente, dirigiu ataques e operações secretas.
“Comprometemo-nos a eliminar todos os que lideraram o massacre de 7 de outubro”, escreve Katz, sublinhando que “estão todos marcados para a morte, em todo o lado”.
Israel Katz reafirmou ainda a intenção de executar o plano de retirada da população palestiniana, em Gaza, preparado desde 2025, mas que foi paralisado devido à guerra e atual cessar-fogo. “O plano de emigração voluntária para Gaza também será implementado, no prazo e da maneira correta“, acrescentou o ministro.
A ideia de evacuar Gaza, sugerida pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após reunião com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, no início de fevereiro de 2025, e que foi prontamente acolhida por Jerusalém, é vista por diversas organizações de direitos humanos como limpeza étnica.
https://observador.pt/2025/02/05/plano-de-trump-para-gaza-pode-mudar-a-historia/
Naquele mesmo mês, Katz anunciou a criação de um organismo destinado à “saída voluntária de residentes de Gaza”, sob a égide do ministério da Defesa, destinada a “ajudar” os habitantes de Gaza que desejam deixar o enclave “voluntariamente”.
A Faixa de Gaza tem, neste momento, aproximadamente 2,1 milhões de pessoas em cerca de 40% do território adjacente à costa, devido à ocupação militar israelita.