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"Vamos tomar uma posição": mãe de adolescente que morreu devido a desafio do TikTok pede ao Reino Unido que proíba plataforma

Ellen Roome, mãe de Jools Sweeney, de 14 anos, exige proibição do TikTok para menores. Reino Unido pondera limites de idade para scroll infinito e transmissões em direto.

Margarida Vieira dos Santos
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Ellen Roome acredita que a morte do filho, Jools Sweeney, um adolescente de 14 anos, resultou de um desafio do TikTok que terá corrido mal. A mãe do adolescente pediu ao Governo do Reino Unido que proíba o acesso à plataforma a menores de 16 anos, acusando-o de “empurrar o problema com a barriga”, por considerar que tem sido demasiado lento na imposição de restrições às redes sociais para menores. Roome integrou o grupo de famílias que se reuniu esta terça-feira com Keir Starmer, que prometeu agir “muito, muito rapidamente”, avança o The Guardian.

“Vamos lá, tomem uma atitude, vamos tomar uma posição, fazer algo, tomar uma decisão”, pediu Ellen Roome no programa Today, da BBC Radio 4, citada pelo jornal britânico. “Não me importo se proibirem o acesso de adultos e crianças até que seja seguro, apenas proíbam, reparem e depois podemos devolver.”

A mãe de Jools Sweeney espera, segundo o The Guardian, que uma eventual proibição possa pressionar as grandes empresas tecnológicas a tornarem as plataformas mais seguras. Referiu ainda que foram gastos milhares de milhões de euros no desenvolvimento do sistema, defendendo que parte desse investimento poderia ser canalizado para a sua reparação, de forma a torná-lo seguro antes de regressar ao mercado.

Os ministros britânicos realizaram uma consulta pública com a duração de 12 semanas para avaliar se deverão seguir o exemplo da Austrália, que estabeleceu um limite mínimo de idade para o acesso às redes sociais. Segundo o The Guardian, o Partido Trabalhista deverá anunciar, nas próximas semanas, medidas mais rigorosas para as redes sociais, que podem incluir a imposição de limites de idade a determinadas funcionalidades das aplicações, como transmissões em direto, partilha de localização e a proibição do “scroll infinito”.

“Precisamos de garantir que a legislação e a proteção acompanham a evolução da tecnologia e protegem as nossas crianças no futuro”, disse a deputada do Partido Trabalhista Anna Turley, citada pelo jornal.

Já o ex-ministro da Saúde, Wes Streeting, que comparou as redes sociais ao tabaco, acusou as empresas tecnológicas de serem culpadas por criar os produtos viciantes. “Elas sabem que é prejudicial, e o modelo de negócio está orientado para atrair crianças desde cedo, viciando-as com recursos desenhados para o vício, para captar a sua atenção e mantê-las nas suas plataformas o maior tempo possível”, afirmou no programa Today, da BBC.