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O ministro da Agricultura defendeu esta terça-feira, em Bruxelas, uma solução europeia para o problema dos preços e escassez de fertilizantes na União Europeia (UE), essenciais para a produção agrícola.
O plano da Comissão Europeia é bem-vindo, referiu José Manuel Fernandes, em declarações aos jornalistas à margem da reunião do Conselho de ministros da Agricultura da UE, destacando a importância de ser “um plano europeu”, sendo que “desafios europeus necessitam de soluções europeias”.
O ministro lembrou que o montante previsto na reserva de crises é de 200 milhões de euros, a dividir pelos 27 numa chave de partição ainda por divulgar.
Neste sentido, Portugal defende que sejam mobilizadas “as centenas de milhões de euros” disponíveis em fundos para a agricultura e que alguns Estados-membros não utilizaram.
José Manuel Fernandes defendeu ainda o investimento na investigação, no âmbito de uma maior autonomia europeia na produção de adubos, exemplificando com a reconversão de algas, incluindo as invasoras, para produzir fertilizantes, podendo ainda ser transformados “os efluentes pecuários”, numa economia circular, desde que sejam alteradas diretivas pela UE.
A guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão — que encerrou o estreito de Ormuz à navegação comercial — fez disparar os preços dos adubos, que segundo dados do serviço estatístico da UE, o Eurostat, têm vindo a agravar-se ao longo de 2025, sendo que no último trimestre desse ano aumentaram 8% face ao período homólogo.
A UE suspendeu por um ano as tarifas sobre importações dos principais fertilizantes à base de azoto utilizados na produção agrícola e matérias-primas para adubos, como a ureia e o amoníaco.