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TAP: Privatização "não é simplesmente uma decisão corporativa", diz Pinto Luz

Debate no setor da aviação abrange temas como conectividade, digitalização, resiliência, sustentabilidade e segurança, exigindo "um alinhamento" entre governos e empresas, afirma Miguel Pinto Luz.

Agência Lusa
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A privatização da TAP faz parte da estratégia para reforçar o posicionamento de Portugal como plataforma internacional de aviação, afirmou esta terça-feira o ministro das Infraestruturas, considerando que o futuro da companhia “não é simplesmente uma decisão corporativa”.

Durante a visita à Airspace World 2026, que decorre até ao dia 28 na Feira Internacional de Lisboa, Miguel Pinto Luz sublinhou que “a aviação de hoje não está apenas a discutir como gerir um espaço mais eficiente. Estamos a discutir como construir os céus de amanhã“.

Segundo o governante, o debate atual no setor da aviação abrange temas como conectividade, digitalização, resiliência, sustentabilidade e segurança, exigindo “um alinhamento” entre governos, operadores e empresas.

Portugal não vê a aviação como um setor isolado“, afirmou.

“Portugal quer posicionar-se não apenas como uma localidade marcante, mas como uma plataforma confiável para o espaço aéreo, aviação, defesa e segurança”, acrescentou.

Miguel Pinto Luz apontou como “o exemplo mais claro” desta estratégia a fase decisiva do processo de privatização da TAP.

“Portugal convidou a Air France-KLM e a Lufthansa para enviar ofícios e o seu ‘framework’ baseando-se não apenas em critérios financeiros, mas também em prioridades estratégicas nacionais”, referiu.

Na corrida à reprivatização da TAP mantêm-se a Air France-KLM e a Lufthansa, depois de a International Airlines Group (IAG), dona da Iberia e da British Airways, não ter avançado com uma proposta.

Nesta terceira fase do concurso, os interessados têm de apresentar propostas vinculativas até julho.

O Governo quer alienar até 49,9% do capital da companhia, dos quais 44,9% a um investidor de referência e até 5% reservados a trabalhadores, num processo em que serão tidos em conta o preço, o plano industrial, a conectividade e a capacidade financeira do comprador.

“O futuro da TAP não é simplesmente uma decisão corporativa, é parte de uma estratégia nacional mais ampla para garantir que Portugal continue a ser uma plataforma de aviação relevante na sua escala, capacidade de manutenção e projeção global”, afirmou o ministro.

A Airspace World 2026 é uma iniciativa dedicada ao espaço aéreo e à gestão do tráfego aéreo, reunindo decisores, especialistas da indústria e outros intervenientes do setor para debater os principais desafios e desenvolvimentos da aviação.