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O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou esta terça-feira que o Estreito de Ormuz será aberto, “de uma maneira ou outra”, e que as negociações com o Irão continuam, embora a resolução de divergências possa demorar “alguns dias”.
“Vai demorar alguns dias a chegar-se a um acordo, mesmo nas divergências sobre uma palavra ou uma frase. Portanto, teremos de trabalhar nisso. Mas ou será um bom acordo ou não haverá acordo nenhum”, afirmou Rubio aos jornalistas na cidade indiana de Jaipur.
O chefe da diplomacia norte-americana garantiu que se realizaram esta terça-feira conversações no Catar, na sequência dos telefonemas que o Presidente Donald Trump manteve no fim de semana com vários líderes regionais e que, segundo Rubio, permitiram estabelecer um alinhamento sólido sobre o documento preliminar.
Rubio alertou, porém, que a situação no Estreito de Ormuz é insustentável e afirmou que qualquer eventual acordo com Teerão deverá garantir imediatamente a livre circulação por essa via.
“O Estreito tem de ser aberto. Vai ser aberto de uma maneira ou outra. (…) O que está a acontecer lá é ilegal, é ilícito, é insustentável para o mundo e é inaceitável. Os estreitos têm de estar abertos, sem impedimentos, sem portagens. E, obviamente, isso tem de acontecer imediatamente, assim que alguma coisa for acordada”, afirmou Rubio.
As declarações do governante norte-americano surgem horas depois de as Forças Armadas dos Estados Unidos terem atacado alvos militares no sul do Irão, numa operação qualificada por Washington como uma ação de “autodefesa” para proteger as suas tropas face às ameaças das forças iranianas.
O Comando Central dos EUA justificou os ataques como uma medida de legítima defesa, assegurou que se mantém a contenção durante o cessar-fogo em vigor e que a operação foi dirigida contra locais de lançamento de mísseis e contra embarcações que tentavam colocar minas.