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Taiwan denunciou esta terça-feira uma nova “patrulha conjunta de prontidão para combate” do Exército chinês nas proximidades da ilha, a segunda em menos de uma semana, num contexto de agravamento das tensões entre Taipé e Pequim.
Em comunicado, o ministério da Defesa Nacional de Taiwan indicou que, desde as 15h12 locais de segunda-feira (08h12 em Lisboa), foram detetadas 21 incursões de diferentes tipos de aeronaves chinesas, incluindo caças J-10 e J-16, aviões de alerta antecipado KJ-500 e drones, em atividades no mar.
Do total de aparelhos, 16 cruzaram a linha mediana do Estreito de Taiwan e entraram nas regiões norte, centro, sudoeste e leste da autoproclamada Zona de Identificação de Defesa Aérea (ADIZ) taiwanesa para realizar uma “patrulha conjunta de prontidão para combate” com navios da Marinha chinesa.
“As Forças Armadas utilizaram meios conjuntos de informação, vigilância e reconhecimento para manter um controlo rigoroso da situação, e mobilizaram aeronaves, navios e sistemas de mísseis costeiros para responder de forma adequada”, indicou o ministério, acrescentando que as atividades do Exército chinês visavam “hostilizar as águas e o espaço aéreo circundantes” de Taiwan.
Num gesto invulgar, o ministério publicou também três imagens das movimentações: uma mostrando um caça F-16 taiwanês a monitorizar um avião-tanque YU-20 escoltado por dois caças chineses, e outras duas do contratorpedeiro chinês Yinchuan, captadas a partir da fragata taiwanesa Kun Ming.
Esta “patrulha de prontidão para combate”, que se soma à realizada em 19 de maio, ocorreu após a cimeira realizada em Pequim entre os presidentes da China e dos Estados Unidos, Xi Jinping e Donald Trump, durante a qual ambos abordaram a situação de Taiwan.
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Durante o encontro, Xi advertiu o homólogo norte-americano de que uma “má gestão” da questão taiwanesa poderia provocar um “choque” ou mesmo um “conflito” entre as duas potências, sustentando que a “independência” da ilha e a paz no Estreito de Taiwan são “incompatíveis”.
Posteriormente, Trump sugeriu que poderia suspender a aprovação de um pacote de armamento para Taipé avaliado em 14 mil milhões de dólares (12 mil milhões de euros), reiterou que não pretende travar uma guerra em defesa de Taiwan e insinuou que Xi poderá tentar “apoderar-se” do território após a sua saída da Casa Branca.
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Estas duas patrulhas de prontidão para combate inserem-se também num destacamento naval chinês mais amplo. O secretário-geral do Conselho de Segurança Nacional de Taiwan, Joseph Wu, alertou no fim de semana que a China mobilizou mais de uma centena de navios em torno da primeira cadeia de ilhas nos últimos dias.