Para o bem ou para o mal, o diagnóstico estava feito. Depois do triunfo por 3-0 nas meias-finais do último Campeonato partindo com o fator casa para abordar a eliminatória, o FC Porto sabia bem a importância de “quebrar” essa desvantagem teórica com pelo menos um triunfo no Pavilhão João Rocha. Objetivo 1, feito: os dragões conseguiram vencer o jogo 1 da meia-final da Liga frente ao Sporting por 81-70. A partir daqui, o caminho estreitava para os leões, que carregavam esse peso de fazerem o jogo 2 sem margem de erro para tentarem mais tarde devolver essa derrota em casa dos azuis e brancos para no mínimo chegar à “negra”.
https://observador.pt/2026/05/23/ninguem-para-o-dragao-quando-ha-um-cornelius-a-solta-fc-porto-vence-no-joao-rocha-com-grande-exibicao-de-hudson-e-anula-fator-casa-leonin/
“Treinámos como os campeões e jogámos com muito medo. Jogámos com receio, não estivemos à vontade, muito ansiosos e acabámos por fazer um jogo que não é nada normal. Fazemos boas percentagens, boas opções ofensivas, bons aproveitamentos da posse e agora não conseguimos. Falhámos 13 lances livres com percentagens de 75% ou 80%, muitas bolas debaixo do cesto, não chegámos aos 50%. Tentámos transmitir melhor paz de espírito mas alguma falta de experiência destes jogadores mais novos que temos acaba por se verificar neste jogo. Mas a série é longa. É preciso dar mérito a quem vence. Vamos preparar-nos o melhor que sabemos para seguirmos para o segundo jogo”, assumira Luís Magalhães, técnico dos leões.
https://twitter.com/SCPModalidades/status/2059011255390585019
“Sabíamos que, tendo em conta a época excelente que está a fazer, o Sporting tem muita motivação mas também sabíamos que não estamos numa fase ideal e que tínhamos de estar no máximo das nossas forças e ter uma atitude superior para compensar isso. Tivemos uma grande atitude durante os 40 minutos, muito bem em termos ofensivos, defensivos, de coesão de grupo e de responsabilidade em cada posse. Olhamos para a eliminatória da mesma forma. Queremos chegar à final mas estamos a jogar contra uma equipa que durante a época esteve muito melhor do que nós e tem muitas soluções, bem como um banco muito profundo”, apontara Fernando Sá, treinador dos dragões, assumindo as dificuldades que voltaria a ter.
https://twitter.com/SCPModalidades/status/2058972036504924632
Os dados estavam lançados para o sexto clássico da temporada, que chegava ainda assim com vantagem para o Sporting que somara três triunfos fora ou em terreno neutro na Liga, na fase de grupos da Taça Hugo dos Santos e na final da Taça de Portugal. Agora, foi a primeira vitória no Pavilhão João Rocha. E, ao contrário do que acontece na outra série das meias-finais, em que o Benfica leva já um avanço de 2-0 com a Oliveirense, leões e dragões partem para o Dragão Arena com a eliminatória empatada a um e em aberto.
https://twitter.com/fpbasquetebol/status/2059000777662738679
A chave, essa, entroncou nas melhorias que Luís Magalhães pedira à equipa: maior agressividade defensiva, melhor percentagem de lançamento de dois e exterior, controlo de todos os momentos do jogo para impedir que o FC Porto se conseguisse de novo projetar para vantagens que permitissem andar durante largos minutos à frente do marcador. Foi assim que, depois de um parcial de 8-0 logo no arranque, o Sporting chegou aos dez pontos de vantagem no final do primeiro período (30-20) e 17 pontos de avanço ainda no intervalo (57-40), o que fez com que os dragões acabassem também por ir desistindo com o passar dos minutos até à derrota por 88-73 que empatou a eliminatória. Cornelius Hudson voltou a terminar como o melhor marcador do jogo (16 pontos), seguido de Francisco Amarante da parte dos leões (15 pontos).
https://twitter.com/SCPModalidades/status/2059000072927428976
https://twitter.com/FCPorto/status/2059000254624592181