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(A) :: Gordura animal 

Gordura animal 

Para a fina flor da gente que se apresenta como entendidos de religião, a Israel não lhe são permitidas imperfeições, erros, atitudes questionáveis. Qualquer ponta fora do nó, pimba.

Miriam Assor
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Gente errada anda em todo o lado, em todo o lado do mundo, menos em Israel. Não pode haver. Não pode. Não. Os entendidos celestiais não deixam. Tiram logo do bolso a caneta para dar cacetadas e aproveitam tempo de antena para espetarem as espartilhas.

São tão bonzinhos, os comentadores de assuntos de religião, vindos da religião católica, bem entendido, porque mouros e judeus têm cadeira vazia. Para a fina flor da gente que se apresenta como entendidos de religião, a Israel não lhe são permitidas imperfeições, erros, atitudes questionáveis. Qualquer ponta fora do nó, pimba, aparecem anjos desdentados com fósforos acesos.

Sobre as declarações do ministro Ben-Gvir relativamente ao costume que nunca existiu de cuspir não tem voz. Rabinos, autoridade rabínica, membros do governo israelita, já condenaram categoricamente esta prática, deixando claro que o comportamento não representa os valores do Judaísmo e do Estado. O entulho somente interessa às almas aflitas, que acordam e se deitam sem dar utilidade aos raros neurónios, este episódio repudiado pelo primeiro-ministro israelita e por todas as pessoas que estejam a ver para além dos olhos.

Conhecem-se criaturas que gostam de falhas, de coisas e coisinhas que ponham a reputação de alguém ou de um país em causa, sobretudo se vier de Israel. Isso, então, é gasolina. Quando atacam Israel chamam Israel a Israel. Para choramingar no coração, o caso muda de figura, e Israel já não é Israel e passa a terra santa.

A paciência é limitada, ninguém é Jó. Quando ouvem e leem terra prometida, Eretz Israel, sobe-lhes a franja. Há quem apanhe a boleia de trotineta e faça, com gosto, manchete, algures num blog, sobre o caso do ministro Ben-Gvir: padroeiro dos escarradores. E padroeiro dos padres pedófilos, ah? E o padroeiro da malta que seguiu na flotilha que tentou romper o bloqueio naval israelita à Faixa de Gaza, apresentada como uma missão falsa humanitária? Santa Ganza? Santa tanga?

Vamos lá ver: a flotilha Global Sumud, que fez parceria com a IHH, a ONG turca responsável pelo incidente do Mavi Marmara em 2010, integra líderes da Conferência Popular dos Palestinianos no Estrangeiro (PCPA), organização terrorista ligada à coordenação e ao financiamento do Hamas. Os doutores portugueses que lá iam devem ter contrato de trabalho com excelentes condições. Em vez de estarem a trabalhar no serviço nacional de saúde, estavam no mar, e não era na pesca. Levavam ajuda humanitária na boca. Como é tradição, não transportavam, sequer, um iogurte.

O Presidente da República, aí, o senhor Presidente da República portuguesa, optou pela porta fechada da realidade. Calou-se diante da vandalização da porta da sinagoga de Lisboa, António Seguro teve companhia no obsceno silêncio, o primeiro-ministro, em 2023, frases nojentas mancharam as portadas da sinagoga do Porto e o governo de Costa não se ralou. A boca presidencial serviu para apoiar os doutores e as famílias dos doutores e uma excursão de inúteis.

Até parece que os activistas, que apenas dedicam actividade contra Israel, não querem atingir o destino. Sabem o que será o futuro próximo ao tentarem furar aquelas águas mediterrâneas. Insistem. Provocam. Deviam tentar via Egipto. Cortavam caminho. Pois, é melhor a rota da desaparecida Mortágua e da mentirosa da Greta. Muito alarido e regressam sãos e salvos, vivos da Silva. Rumo ao Irão, à Rússia, à Coreia do Norte, China, as embarcações não saem de porto nenhum. Medo, é o medo que incentiva os irmãos da liberdade a manterem distância de países que os engoliam num ápice. Na carroça vem ao mesmo compasso o antissionismo, o neologismo de antissemitismo. Dizem ter sido maltratados, dizem ter levado tareia, muita, pelo exército israelita, contudo, mostram cara arranjada, riem, e não é dos nervos. Dizem também que o psicológico ficou afectado. O psicológico já ia afectado. Essa é que é.

Que se vejam as imagens da força de segurança e polícia autónoma do País basco. Espancou e prendeu quatro passageiros da dita flotilha de Gaza, no aeroporto de Bilbao. Esses, efectivamente, levaram carga com cassetetes, a polícia arrastou-os pelo chão, agredidos com força grossa. O primeiro-ministro espanhol, o demónio de gravata, encolheu as omoplatas ao tratamento que os seus heróis tiveram à chegada. Por Israel, ódio, tirou Espanha da Eurovisão, encerrou definitivamente o mandato da sua embaixadora em Israel, é o lobista anti-Israel. Como espelho da sua actuação política basta assistir à prenda musical que o governo tirano iraniano ofereceu a uma Espanha imerecedora de ser comandada por um antissemita. Os espanhóis andam aí, andam, sim. Milhares protestaram em Madrid contra Pedro Sánchez e casos de corrupção que circundam a sua pessoa. Por conseguinte, olé, mas com cuidado, senão o touro mata-te.