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(A) :: "Eu posso renunciar". Presidente da Sérvia admite deixar durante protestos de estudantes

"Eu posso renunciar". Presidente da Sérvia admite deixar durante protestos de estudantes

O país está a viver uma onde de protestos de estudantes, que exigem responsabilização pela queda de uma estrutura na estação de Novi Sad, que provocou 16 mortos, em novembro de 2024.

Ricardo Reis
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Aleksandar Vučić, Presidente da Sérvia, colocou a possibilidade de deixar o cargo de chefe de Estado antes do fim do mandato, que termina em 2027, avançou este domingo o canal sérvio N1.

“O meu mandato está prestes a terminar e eu posso renunciar“, afirmou Vučić, numa conferência de imprensa em Pequim, durante a sua visita de Estado à China, citado pelo jornal The Moscow Times, garantindo que, em caso de renúncia, não irá repetir a prática do ex-Presidente Boris Tadić de se recandidatar a eleições após a sua demissão.

A declaração surge na sequência de manifestações de estudantes, que duram desde novembro de 2024, que exigem responsabilização pela queda de uma estrutura da estação de comboios de Novi Sad que provocou a morte de 16 pessoas, nesse mesmo mês.

Os estudantes exigem a demissão de Vučić, que tem aumentado a repressão contra os manifestantes, afirmando que a causa é “vazia”. Num dos protestos, em março de 2025, suspeita-se que as autoridades policiais tenham usado armas sónicas para dispersar os manifestantes, algo que provoca fortes dores de ouvido, desorientação e, em casos de exposição prolongada, roturas do tímpano. O Governo sempre negou as acusações.

Os protestos de sábado, inicialmente pacíficos, terminaram em confrontos com a polícia, junto ao Parlamento sérvio, com as autoridades a usar gás lacrimogéneo contra os estudantes, segundo a Reuters. De acordo com o Presidente, citando dados dos serviços secretos, entre 30 mil e 34 mil pessoas estavam na manifestação, mas a agência Reuters, citando o Arquivo sérvio de Reuniões Públicas, aponta para 100 mil.

Em contrapartida, o Partido Progressista Sérvio, de Vučić, anunciou que irá realizar manifestações de apoio ao chefe de Estado entre 26 e 28 de junho.