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Bombardeamento russo em Kiev, com míssil com capacidade nuclear, faz pelo menos quatro mortos

Moscovo confirma que usou mísseis Orechnick para atacar a Ucrânia. "Eles estão mesmo loucos", tinha dito Zelensky quando denunciou a utilização desse armamento para atacar alvos civis em Kiev.

Edgar Caetano
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Agência Lusa
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Um dos maiores ataques russos dos últimos meses, usando mísseis e drones, resultou em pelo menos dois mortos e dezenas de feridos em Kiev e, ainda, mais dois mortos nas redondezas da capital ucraniana. O balanço provisório dos ataques desta madrugada de domingo aponta, assim, para um total de quatro mortos, de acordo com a imprensa ucraniana – “eles estão mesmo loucos”, declarou Zelensky.

Terão sido disparados cerca de 90 mísseis e pelo menos seis centenas de drones, segundo o The Kyiv Independent. O presidente da câmara de Kiev, Vitali Klitschko, afirmou que houve danos “em todos os distritos da cidade”, incluindo em zonas centrais que normalmente são menos afetadas pelos bombardeamentos russos.

Volodymyr Zelensky acusou, de imediato, a Rússia de utilizar no ataque o míssil balístico de médio alcance Orechnik, a terceira vez que este armamento – que pode transportar ogivas nucleares ou convencionais – é usado contra território ucraniano.

Três mísseis russos contra uma infraestrutura de abastecimento de água, um mercado incendiado, dezenas de edifícios residenciais danificados, várias escolas regulares, e ele [Presidente russo, Vladimir Putin] lançou o seu Orechnik contra Bila Tserkva. Eles estão mesmo loucos”, declarou Zelensky numa mensagem no Telegram.

A Rússia confirmou, poucas horas depois, ter mesmo utilizado mísseis hipersónicos Orechnik para atacar a Ucrânia na última noite, alegando que o alvo dos bombardeamentos foi apenas instalações militares.

Um dos alvos foi Bila Tserkva, cidade situada a cerca de 80 quilómetros a sul de Kiev. Entre os relatos recolhidos no local, um reformado de 74 anos descreveu ao Kyiv Independent o momento da explosão: “Houve um som… uma explosão aterradora. Chamas. Durante um segundo perdi a consciência”.

Apesar disso, afirmou que os habitantes da capital “já estão habituados” aos ataques e que as emoções “ficaram mais apagadas”.

Governo português condena “fortemente” o “enorme ataque” russo

O Governo português condenou “fortemente” o que descreveu como “mais um enorme ataque” russo à capital ucraniana, com recurso a um míssil com capacidade nuclear, e reiterou “toda a solidariedade” e apoio “sem reservas” à Ucrânia.

A mensagem do Governo, transmitida através das redes sociais pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), surge depois de a Rússia ter confirmado a utilização do míssil hipersónico Orechnik para atacar a Ucrânia na noite passada.

Segundo as autoridades ucranianas, o bombardeamento russo causou dois mortos e 56 feridos apenas na capital do país.

“Toda a solidariedade ao povo ucraniano e às suas autoridades. Continuamos a apoiar sem reservas a Ucrânia e também a sua aspiração a uma paz justa e duradoura”, escreveu o Palácio das Necessidades na rede X.