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(A) :: Não há dérbi que resista a um leão que não perde a fome de ganhar: Sporting volta a vencer Benfica e fecha Liga com 28 vitórias em 28 jogos

Não há dérbi que resista a um leão que não perde a fome de ganhar: Sporting volta a vencer Benfica e fecha Liga com 28 vitórias em 28 jogos

O equilíbrio durou pouco tempo num dérbi marcado pelas exclusões e por mais uma vitória confortável (e dilatada) de um Sporting que segue só com vitórias nas provas nacionais (34-22).

Tiago Gama Alexandre
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Quase nove meses depois, chegou ao fim o Campeonato Nacional de andebol. Sempre grande surpresa, o Sporting voltou a dominar a principal prova nacional e sagrou-se campeão pela terceira vez consecutiva. Para lá da hegemonia interna, os leões procuravam ainda terminar a prova e a temporada nacional só com vitórias, mas para isso precisavam de vencer os dois dérbis que restavam: o da última jornada da segunda fase do Campeonato, bem como o da final da Taça de Portugal. Por outro lado, o Benfica tinha ainda a hipótese de terminar no segundo lugar, que poderá dar acesso à Liga dos Campeões da próxima temporada. Para isso, as águias tinham que fazer igual ou melhor que o FC Porto frente à Águas Santas, com a difícil missão de ter de pontuar no Pavilhão João Rocha.

https://observador.pt/2026/05/02/a-era-de-ouro-ganhou-outra-pagina-historica-sporting-vence-fc-porto-sagra-se-tricampeao-e-soma-nono-titulo-nacional-seguido/

“Já não tínhamos tempo livre há algum tempo. Fez-nos bem, permitiu-nos espairecer um pouco. Temos agora um jogo com o Benfica. Queremos acabar o Campeonato só com vitórias e queremos preparar a [final da] Taça de Portugal. Sabemos que não é por vencermos um dos jogos que vamos vencer o outro. Por isso, este tempo fez-nos muito bem: descansámos o corpo e a cabeça para enfrentarmos estas duas/três semanas finais a todo o gás. Vínhamos de uma fase com muitos e importantes jogos. Temos de voltar a ser a equipa que já fomos. Se o formos, estaremos muito mais perto de vencer. Por isso, temos de voltar a ganhar confiança, ganhar ritmo e preparar estes dois jogos ao máximo para sairmos invictos e com a Taça. Queremos dar uma vitória aos adeptos. Queremos sair deste fim de semana bem, com a cabeça limpa e com a confiança lá em cima”, perspetivou Francisco Costa.

“É um jogo muito complicado. Eles ganharam-nos todos os jogos na Liga, mas temos uma hipótese de ficar em segundo [lugar] se ganharmos, e há que tentar fazê-lo. É complicado, mas estamos a treinar bem e estamos preparados para competir. É um campo que normalmente é muito complicado para nós, mas temos este jogo e depois a final da Taça de Portugal. É um jogo em que é preciso dar tudo porque o objetivo é importante. Chegámos a este jogo com esta possibilidade e estamos motivados para tentar conseguir esse segundo lugar. A verdade é que fizemos grandes jogos contra o FC Porto e foi uma pena a derrota em Águas Santas, que nos obrigou a termos de ganhar ao Sporting. Há que tentar e estamos motivados. Uma vez que já não podemos conseguir o título, a segunda posição seria importante porque tem um prémio especial e é uma possibilidade de jogar a melhor competição do mundo, que é a Champions. Os jogadores vão tentar tudo, embora saibamos que vai ser muito complicado”, assumiu Jota González.

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O dérbi até começou equilibrado, com Emil Berlin a inaugurar o marcador e Ander Izquierdo e Mikita Vailupau a operarem a reviravolta, mas o Sporting aproveitou a exclusão de Javi Rodríguez logo aos cinco minutos e voltou para a frente do marcador, que manteve até ao fim (5-2). Aos dez minutos, Jota pediu uma pausa técnica, mas as águias continuaram em dificuldades, perdendo Miguel Sánchez-Migallón pouco depois, com o espanhol a ser expulso depois de ter acertado na cara de Salvador Salvador (12′). No minuto seguinte, Fábio Silva foi excluído por novo toque na cara e os leões chegaram a ter seis golos de vantagem (9-3 e 10-4), antes de o Benfica reagir por Rodríguez (10-6). Na reta final do primeiro tempo, as águias apostaram num 7×6 que deu poucos frutos, para lá dos golos de baliza aberta dos tricampeões nacionais, que saíram para o intervalo tranquilamente em vantagem (16-10).

A tendência manteve-se na segunda metade, que arrancou com mais um lance de Fábio Silva, que atingiu Salvador Salvador na cabeça na sequência de um remate, mas continuou em campo. Quem acabou por ser excluído foi Víctor Romero, num período que o Benfica não soube aproveitar e até viu a desvantagem dilatar-se com o Sporting a atacar sem guarda-redes (23-15). Depois de um belo golo de Filipe Monteiro (24-15), Jota González parou o jogo pela segunda vez a meio da etapa complementar, mas a diferença acabou por superar os dez golos de forma natural (30-19). Nos últimos minutos, os vermelhos e brancos voltaram a abdicar do guarda-redes no ataque, mas as interrupções continuaram a aparecer, com Romero e Reinier Taboada a serem excluídos depois de se confrontarem. Carlos Álvarez fez o 33.º golo leonino à entrada do último minuto, seguindo-se o tento final de Diogo Branquinho, depois de uma intervenção de Mohamed Aly (34-22).

Sentenciada a partida, o Sporting fechou o Campeonato com 28 vitórias nos 28 jogos realizados e chegou aos 34 triunfos nas provas nacionais, tendo vencido todos os jogos. Quanto ao Benfica, a formação da Luz acaba a prova no terceiro lugar, depois de o FC Porto ter vencido expressivamente a Águas Santas no Dragão Arena. Dentro de duas semanas as equipas voltam a enfrentar-se no fecho da temporada, com o dérbi da final da Taça de Portugal a acontecer em Alcobaça.