O BMO Field é provavelmente o recinto mais moderno entre os 16 que vão receber encontros do Mundial de 2026, apesar de ter menos de duas décadas de existência. Substituto do Exhibition Place, naquele que foi o quinto recinto criado no mesmo espaço, é o único que tinha uma capacidade fixa abaixo dos 30.000 lugares (algo que será reforçado nesta fase final, para mais de 45.000 espectadores), albergando duas equipas de desportos diferentes: os Toronto FC do futebol e os Toronto Argonauts do futebol americano. É modesto, é organizado, serve sobretudo um modelo que evita megalomanias para ter um espaço à medida daquelas que são as necessidades. Contudo, e dentro dos elogios pela “racionalidade”, tem um calcanhar de Aquiles.
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O local onde foi construído e a forma como mantém as bancadas abertas fazem com que o BMO Field seja considerado um dos estádios mais frios do mundo, com um “efeito congelador” que faz com que a sensação térmica esteja muitas vezes com temperaturas negativas, tendo em conta os ventos gelados que chegam do lago Ontário sobretudo no inverno, no início da primavera e no final do outono. Foi por isso que, entre vários outros melhoramentos, como as coberturas nas duas principais (e maiores) bancadas, os responsáveis que fazem a gestão do estádio decidiram construir um sistema de aquecimento de última geração que bombeia uma mistura quente ao longo para o relvado através de tubos numa extensão de mais de 40 quilómetros. No verão, durante o Campeonato do Mundo, não será o caso, longe disso, mas se algum dia for a algum evento num dos principais espaços desportivos de Toronto, o melhor é ir sempre agasalhado.
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Na verdade, eventos… só mesmo desportivos. Além do futebol e do futebol americano, o BMO Field recebeu jogos de hóquei em gelo, de râguebi e de lacrosse. Com uma particularidade: ao contrário do que acontece com todos os outros estádios, incluindo o BC Place de Vancouver, o único evento não desportivo foi mesmo um concerto dos Genesis em 2007, ano de inauguração do recinto, que passaram por Toronto na digressão do Turn It On Again depois de vários dias na Europa (neste caso sem parar em Portugal, como acontecera nos anos 90 em Alvalade) com uma assistência que ficou pouco acima dos 23.000 espectadores mas que conseguiu gerar uma receita que chegou quase aos três milhões de euros. Foi primeiro… e último.
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Outro dos “ganchos” para a construção do novo recinto foi também a organização do Campeonato do Mundo de Sub-20 em 2007, com Portugal a estar representado com um grupo orientado por José Couceiro (que antes estivera com a Seleção Sub-21 no Europeu da categoria, nos Países Baixos). O conjunto nacional fez duas partidas no BMO Field, vencendo a Nova Zelândia por 2-0 e perdendo com o México por 2-1, com uma equipa que contava com Rui Patrício, Antunes, Fábio Coentrão, Bruno Pereirinha, Bruno Gama, Zequinha ou Steven Vitória – que mais tarde viria a ser internacional A pelo… Canadá. Mais tarde, o recinto recebeu também o Mundial Sub-20 feminino de 2014, entre muitos jogos de pré-temporada que envolveram também equipas portuguesas, neste caso o Benfica e o Sporting.
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BI
- País: Canadá
- Cidade: Toronto
- Ano de fundação: 2007 (renovado em 2010 e entre 2014 e 2016)
- Equipas e desportos: Toronto FC (futebol) e Toronto Argonauts (futebol americano)
- Custo de construção: 45 milhões de euros + 100 milhões de euros da ampliação (pela conversão à data)
- Capacidade: 28.810 espectadores (vai aumentar para 45.736)
- Jogos no Mundial-2026: Canadá-Bósnia (12/6), Gana-Panamá (17/6), Alemanha-Costa do Marfim (20/6), Panamá-Croácia (23/6), Senegal-Iraque (26/6) e 1 jogo dos 16 avos de final (2/7)