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Brasileira cria plataforma para ajudar imigrantes em Portugal e faz criticas a AIMA

Amanda Abreu, de 37 anos, ligada à Associação de Apoio a Emigrantes, Imigrantes e Famílias, criou uma plataforma digital para ajudar imigrantes a integrarem-se no país.

Agência Lusa
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Uma brasileira residente em Portugal criou uma plataforma digital para ajudar imigrantes a integrarem-se no país, uma “resposta à burocracia” e porque considera o site da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) “uma vergonha”.

“Esse aplicativo é para as pessoas que estão aqui e querem se integrar dentro da sociedade portuguesa”, resumiu à Lusa Amanda Abreu, de 37 anos, ligada à Associação de Apoio a Emigrantes, Imigrantes e Famílias (AAEIF), detalhando que a ideia do “Mira Imigrante” surgiu depois de enfrentar dificuldades na renovação da própria autorização de residência.

“Comecei a ficar revoltada com isso”, desabafou, acrescentando que pelo facto de ser vice-presidente da AAEIF passou a lidar diariamente com dificuldades semelhantes enfrentadas por outras pessoas.

“O meu contacto com as necessidades das pessoas e as minhas também, por tentar ajudar dentro da associação, respondendo e-mails, atendendo as pessoas, tentando guiar elas sobre documentação e como se integrar em Portugal e tudo o que estava acontecendo, eu pensei em criar um aplicativo”, disse a brasileira formada em Marketing, Publicidade e Propaganda no Brasil, e mestrado em Desenvolvimento e Cooperação Internacional em Portugal.

Na opinião de Amanda Abreu, que reside em Portugal há nove anos, “os sites aqui das plataformas portuguesas são como labirintos, você entra neles, não sabe o que está acontecendo ali, não sabe para onde ir, você não sabe onde encontrar as informações”.

A plataforma “Mira Imigrante” funciona como um “web app” de apoio à integração de imigrantes em Portugal, reunindo num único lugar informações sobre documentação, vistos, renovação de residência, emprego, cursos de formação e outros serviços.

A aplicação inclui seis módulos, entre eles um agregador de ofertas de emprego de mais de 70 sites, ferramentas para encontrar cursos aceites para regularização, um ‘chatbot’ com inteligência artificial para responder a dúvidas e uma comunidade online chamada “MiraHub”, onde os utilizadores podem trocar informações e experiências.

Desta forma, enfatizou, “mais pessoas terão acesso a uma coisa que em Portugal é extremamente difícil, que é informação”.

“A plataforma da AIMA é uma vergonha.  Estas informações que eu dou aqui, era para ter na AIMA”, denunciou a vice-presidente da AAEIF.

A plataforma está disponível em várias línguas (português, inglês, francês e espanhol) para tentar chegar ao maior número possível de nacionalidades.

“Eu quis fazer com que o maior número de pessoas pudessem ser ajudadas”, explicou.

Em apenas um mês, a aplicação já registou “mais de 12 mil acessos”, segundo a fundadora, que pretende agora encontrar parceiros e colaboradores para expandir o projeto.

A aplicação é gratuita “e a intenção é que continue gratuita para as pessoas”, garantiu.