O treinador espanhol Pep Guardiola vai deixar o Manchester City no final da época, informou hoje o clube inglês de futebol, oficializando o final de uma ligação de dez épocas e 20 títulos: uma Liga dos Campeões, seis Premier League, três Taças de Inglaterra, cinco Taças da Liga, três Supertaças, uma Supertaça europeia e um Mundial de Clubes. Este foi o projeto mais longo do catalão na sua carreira como treinador, terminando um ano antes do previsto, já que Guardiola tinha contrato até ao final de junho de 2027. Esta época, o Man. City acabou por falhar os principais objetivos, a conquista da Liga dos Campeões e da Premier League, embora tenha conseguido vencer a Taça e a Taça da Liga.
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“Pep Guardiola deixa de ser treinador do Manchester City este verão. O catalão, que chegou ao Man. City em julho de 2016, teve um efeito transformador nos 10 anos sob a sua liderança e sairá com 20 troféus importantes, que o tornaram o treinador de maior sucesso na nossa história. Apesar de deixar o cargo de treinador do Man. City, Pep vai continuar a sua relação com o City Football Group, assumindo o cargo de Embaixador Global. Nessa função, prestará aconselhamento técnico aos clubes do grupo e trabalhará em projetos e colaborações específicos”, sublinhou o emblema inglês.
“Quando cheguei, a minha primeira entrevista foi com o Noel Gallagher. Saí de lá a pensar: “Ok… o Noel está aqui? Isto vai ser divertido. E que tempo fantástico passámos juntos. Não me perguntem as razões pelas quais vou embora. Não há nenhuma razão mas, no fundo, sei que chegou a minha hora. Nada é eterno. Se fosse, eu estaria aqui. Eternos serão o sentimento, as pessoas, as memórias e o amor que tenho pelo meu Man. City. Esta é uma cidade construída a partir do trabalho, da dedicação. Vê-se na cor dos tijolos, nas pessoas que chegavam cedo e ficavam até tarde, nas fábricas, nos Pankhursts, nos sindicatos, na música e simplesmente na Revolução Industrial e na forma como esta mudou o mundo. E acho que passei a compreender isso e as minhas equipas também. Trabalhámos, sofremos, lutámos e fizemos as coisas à nossa maneira. À nossa maneira”, começou por dizer Guardiola numa sentida carta de despedida partilhada no site do clube.
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“O trabalho árduo assume muitas formas: na viagem a Bournemouth, quando perdemos a Premier League e vocês estavam lá; na viagem a Istambul, quando vocês também lá estavam. Lembram-se do ataque à Manchester Arena, quando esta cidade mostrou ao mundo o que é realmente a força? Não é raiva. Não é medo. Apenas amor. Comunidade. Unidade. Uma cidade unida. Lembram-se de quando perdi a minha mãe durante a Covid-19 e senti este clube a apoiar-me durante esse período? Os adeptos, a equipa técnica, o povo de Manchester, deram-me força quando mais precisei. Cris, os meus filhos, toda a minha família, estiveram lá, como sempre. Khaldoon, também estiveste lá. Os jogadores não se esquecem de cada instante, de cada momento, de mim, da minha equipa técnica, deste clube… de tudo. O que fizemos, fizemo-lo por todos vocês. E vocês têm sido simplesmente excecionais. Ainda não sabem, mas estão a deixar um legado”, acrescentou.
“Por isso, agora que o meu tempo está a chegar ao fim, sejam felizes. Os Oasis estão de volta. Senhoras e senhores, obrigado por confiarem em mim. Obrigado por me incentivarem. Obrigado por me amarem. Tony Walsh disse no seu poema inesquecível que este é o lugar. Desculpa, Tony: este é o meu lugar. Noel… eu tinha razão. Foi tão divertido. Amo-vos a todos”, concluiu Pep Guardiola, que agora deverá ser substituído Enzo Maresca, que foi adjunto do espanhol no clube de Manchester.
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