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Lucros da Sonae sobem 11% para 47 milhões até março com "máximo de vendas"

Dona do Continente revelou um volume de negócios de 2,7 mil milhões de euros no primeiro trimestre com um "máximo de vendas". IA já gera "ganhos reais de eficiência".

Ana Sanlez
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A Sonae fechou o primeiro trimestre de 2026 com lucros de 47 milhões de euros, uma subida de 11% face ao mesmo período do ano passado. Em comunicado enviado ao mercado esta quarta-feira, a dona do Continente revela ter registado no mesmo período um volume de negócios de 2,7 mil milhões de euros, mais 7% face ao homólogo.

O grupo destaca os “contributos sólidos de todas as operações de retalho” entre janeiro e março, “impulsionados por um crescimento robusto das vendas” comparáveis “e pela expansão da rede de lojas, mais do que compensando o impacto da alienação da Mo e da Zippy” no terceiro trimestre do ano passado. Segundo a Sonae, o “desempenho de vendas reforçou adicionalmente as posições de liderança da Sonae nos mercados em que opera”.

No retalho alimentar, a MC, que detém o Continente, teve receitas de 1,7 mil milhões de euros, mais 8% face ao período homólogo. “Estes resultados foram impulsionados principalmente pelo aumento de volumes, beneficiando também de um efeito de mix positivo decorrente de um calendário da Páscoa favorável e do calendário promocional”, explica a Sonae.

O grupo refere que o “Continente reforçou a sua posição de liderança durante o trimestre, alcançando ganhos de quota de mercado apesar de um contexto altamente competitivo, marcado pela contínua expansão da maioria dos operadores, com um desempenho robusto em todos os formatos (físicos e online)”.

No segmento de saúde e beleza, representado pela Wells, Druni e a Arenal, o grupo “continuou a reforçar a sua posição como um dos principais operadores ibéricos”, com o volume de negócios deste segmento a subir 11,5% para 437 milhões.

No retalho de eletrónica, o volume de negócios da Worten subiu 8,9% para 352 milhões de euros, um crescimento motivado pelo desempenho “sólido nas categorias core (eletrónica e eletrodomésticos), com os volumes de vendas a aumentarem cerca de 7%, complementado por uma expansão de dois dígitos nos serviços”.

A Sonae reporta ainda um crescimento no retalho de produtos e cuidados para animais de estimação, com a Musti a aumentar vendas em 16% para 139 milhões. “O crescimento foi transversal aos principais mercados, com uma dinâmica particularmente forte na Noruega”.

Já no imobiliário, a Sierra foi suportada pela “resiliência do seu portefólio europeu de centros comerciais, pela expansão contínua do negócio de serviços e pelo progresso consistente das atividades de desenvolvimento imobiliário”.

Nas telecomunicações, as receitas da Nos aumentaram 1,9% para 460 milhões, “impulsionadas pelo forte desempenho do segmento de IT e de Cinema e Audiovisuais, mais do que compensando uma ligeira redução no segmento de Telecomunicações, parcialmente impactadas por efeitos temporários relacionados com condições meteorológicas“. Nas contas consolidadas da Sonae, o contributo da NOS através do método da equivalência patrimonial foi de 20 milhões de euros.

Citada no comunicado, a CEO da Sonae, Cláudia Azevedo, ressalva que ao nível do grupo foi alcançado “um máximo de vendas e uma melhoria significativa da rentabilidade, com a margem de EBITDA subjacente a aumentar de 8,5% para 9,3%”. Segundo a CEO, o valor do portefólio da Sonae “aumentou 9% durante o trimestre e 20% nos últimos doze meses”. E que “apesar de um contexto externo que permanece incerto”, o grupo está “confiante” na “força” dos negócios.

Cláudia Azevedo destaca ainda “em particular nos últimos meses, a aceleração do investimento nas nossas competências e aplicações de inteligência artificial, que permitiram já gerar ganhos reais de eficiência e melhorar a experiência do cliente em vários negócios”.

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