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Filas nos aeroportos. Pinto Luz reconhece "prejuízo para a imagem" de Portugal e promete melhorias no próximo mês

Ministro das Infraestruturas reconhece os prejuízos para a imagem de Portugal das filas nos aeroportos, mas assegura que estão a ser tomadas medidas, com mais hardware e recursos humanos.

Ana Suspiro
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O Governo voltou a reconhecer os danos causados para a imagem do país pelas dificuldades em gerir o sistema europeu de controlo de passaportes que estão a causar longas filas com tempos de espera que superam as duas horas. O problema não é só português, mas está a afetar em particular as saídas e chegadas nos aeroportos de Lisboa e Faro, levando inclusive à perda de voos de ligação por parte de passageiros.

“Não queremos comprometer a imagem de Portugal mais do que foi comprometida, mas não vou por a cabeça na areia e sei do prejuízo para a imagem nacional”, afirmou esta quarta-feira o ministro das Infraestruturas.

Lembrando que o problema não existe apenas nos aeroportos nacionais, Miguel Pinto Luz invoca também o efeito de anos de falta de investimento nos sistemas aeroportuários e a falta de recursos humanos, nomeadamente de agentes da PSP. O ministro das Infraestruturas confia agora que será possível conseguir mitigar os problemas no próximo mês. “Estamos a investir no hardware (mais equipamentos) e nos recursos humanos para colmatar. Só posso pedir desculpas formais em nome do Governo.”

A aplicação do sistema de controlo de entradas e saídas através de dados biométricos já foi suspenso no passado para evitar situações de rotura nos aeroportos portugueses. Mas o Governo já afastou essa possibilidade para este verão.

https://observador.pt/2026/05/18/governo-recusa-suspender-no-verao-sistema-de-controlo-europeu-nos-aeroportos/?preview_id=8120963&preview_nonce=2686f3fc52&preview=true

Miguel Pinto Luz reafirma que as filas nos aeroportos nacionais são “um embaraço”, retomando uma expressão já usada pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo. Reconheceu também que o Governo chegou a estar convencido de que a situação seria resolvida mais depressa. Mas tal não foi possível, admitiu em resposta à deputada da Iniciativa Liberal, Angélique de Teresa, durante uma audição na comissão parlamentar de Infraestruturas.