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Os Estados Unidos e Israel terão desenvolvido um plano para tentar provocar uma mudança de regime no Irão, que incluía a possibilidade de colocar o antigo presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad como figura de transição no poder. A ideia, de acordo com o New York Times, fazia parte de uma estratégia mais ampla para enfraquecer o Governo iraniano durante o conflito que se iniciou a 28 de fevereiro.
Segundo fontes norte-americanas, o plano teria sido pensado em conjunto pelos serviços de informações e pela Mossad (serviço de informações externas de Israel) e tinha como objetivo criar instabilidade suficiente para abrir caminho a uma nova liderança em Teerão.
A primeira fase do plano incluía ataques aéreos contra alvos estratégicos e dirigentes de topo, incluindo o Líder Supremo Ali Khamenei, com o objetivo de desorganizar a estrutura de poder iraniana. Em paralelo, esperava-se identificar figuras internas capazes de assumir uma liderança mais “pragmática e aceitável” para Washington e Telavive. Ahmadinejad, crítico dos líderes do regime e simpatizante de Trump, teria sido visto por alguns responsáveis como alguém capaz de reorganizar o país num cenário de colapso do regime.
https://observador.pt/2026/04/14/lider-da-mossad-avisa-que-operacao-para-mudar-regime-no-irao-ainda-nao-terminou/
No entanto, a operação terá corrido mal logo no início. O antigo presidente, que liderou o país de 2005 a 2013 e que estava em prisão domiciliária, foi atingido por um ataque aéreo israelita na sua residência em Teerão, alegadamente destinado a neutralizar as forças que o vigiavam e facilitar a sua libertação. Sobreviveu ao ataque, mas ficou ferido e terá perdido interesse em colaborar com o plano.
Após este episódio, Ahmadinejad nunca mais apareceu em público e a iniciativa de mudança de regime perdeu força, noticia o mesmo jornal.