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(A) :: Crianças encontradas em Alcácer contaram que padrasto lhes disse para procurar um brinquedo no mato. Foram deixadas com mochilas e vendadas

Crianças encontradas em Alcácer contaram que padrasto lhes disse para procurar um brinquedo no mato. Foram deixadas com mochilas e vendadas

Homem que encontrou irmãos franceses de 5 e 3 anos deu-lhes comida e chamou a GNR. Crianças encontram-se no hospital de Setúbal.

Carlos Diogo Santos
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Martim Andrade
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Leonor Riso
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Duas crianças com três e cinco anos foram encontradas por um homem num local pouco movimentado, junto a uma vedação na estrada que liga Alcácer do Sal à Comporta, pelas 19h30 desta terça-feira. Alexandre Quintas, que se apercebeu dos menores na estrada, contactou de seguida a Guarda Nacional Republicana (GNR).

Ao Observador, Alexandre Quintas relatou que estava a voltar de Alcácer do Sal de carro, pela estrada nacional 253 e rumo à padaria da família quando viu os dois irmãos de nacionalidade francesa a encaminharem-se na sua direção, a chorar. Colocou-os na sua viatura e foi para a padaria, onde as crianças contaram que o padrasto as vendou e lhes disse para procurarem um brinquedo no mato. Às costas, tinham mochilas com água e alguns alimentos como bolachas e fruta, mas não tinham qualquer identificação.

Depois, as crianças aperceberam-se que o padrasto e a mãe tinham desaparecido do local onde os deixaram.

Alexandre Quintas e a família contactaram a GNR que tomou conta da ocorrência e as crianças foram levadas para o Hospital de Setúbal, confirmou fonte oficial da GNR ao Observador.

O Observador apurou junto de fonte do Destacamento Territorial de Grândola que estão a ser seguidas várias linhas de investigação e que para já que os militares admitem como possível a hipótese de abandono, por não ter sido registado qualquer desaparecimento. O Observador sabe que os pais foram identificados.

As crianças também estão a ser acompanhadas pela Embaixada de França em Portugal e o Ministério Público comunicou a situação ao Juízo de Família e Menores de Santiago do Cacém, que ao que o Observador apurou já proferiu uma decisão provisória de acolhimento e pediu relatórios sobre a situação familiar.

A Comissão de Proteção de Crianças e Jovens também foi contactada.

Notícia atualizada às 18h21