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Proteção constitucional das abelhas pode ser submetida a referendo na Suíça

Quase 60 espécies de abelhas selvagens já se extinguiram no país e metade das 600 restantes estão ameaçadas. Partidos uniram-se para incluir a proteção dos polinizadores na lei fundamental.

Agência Lusa
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Organizações ambientais e grupos parlamentares da Suíça lançaram hoje uma iniciativa popular para incluir as abelhas, polinizadoras essenciais cujas populações estão em declínio alarmante em todo o mundo, na Constituição federal.

A iniciativa precisa de recolher 100 mil assinaturas em 18 meses para que se possa realizar um referendo, seguindo o procedimento padrão num país onde se realizam referendos deste tipo três ou quatro vezes por ano.

A deputada do Partido Verde, Delphine Klopfenstein, uma das organizadoras da iniciativa, realçou que a proteção das abelhas e da polinização que estas proporcionam é essencial para a produção de frutas, legumes e certos grãos, sendo vital para garantir a segurança alimentar.

A comissão, a que preside, observou ainda que quase 60 espécies de abelhas selvagens na Suíça já foram extintas, enquanto metade das restantes cerca de 600 espécies no país estão ameaçadas.

A população de abelhas diminuiu em mais de três quartos no país nos últimos 30 anos, acrescentou o comité.

O comité inclui também representantes de partidos como o PLR (liberais radicais) e o Partido do Centro (centro-direita).

O texto da proposta não inclui medidas específicas para a proteção das abelhas e da polinização (para a qual outros animais, bem como o vento, também contribuem), mas sublinha que estas medidas seriam da responsabilidade do Estado e dos cantões.