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A confirmação chegou esta terça-feira. “Entre os dias 19 e 21 de maio de 2026, as Forças Armadas Russas vão conduzir um exercício de preparação e utilização de forças nucleares sob a ameaça de agressão”. O comunicado foi enviado de manhã pelo Ministério da Defesa da Rússia, ao mesmo tempo que a tutela homóloga da Bielorrússia fazia um anúncio semelhante. Nestes próximos dias, Moscovo e Minsk vão mobilizar dezenas de milhares de militares e armamento para testar as capacidades nucleares dos dois países em caso de “agressão”.
Serão mais de 64.000 militares e mais de 7.800 equipamentos, incluindo 200 lançadores de mísseis, mais de 140 aeronaves, 73 navios e 13 submarinos — oito dos quais são descritos como “submarinos de mísseis estratégicos”.
Esta missão de preparação terá como objetivo avaliar o estado de prontidão das forças militares russas e bielorrussas num caso de “ameaça de agressão”, verificando o processo de implementação de medidas de contenção de um “potencial inimigo”. Também será uma oportunidade de formação dos corpos de comando militar e de avaliar as “habilidades” de cada uma das unidades militares envolvidas neste programa.
“Durante as manobras práticas das tropas, estão previstas atividades destinadas a preparar várias unidades e formações das forças nucleares para a prontidão operacional e a prestar-lhes apoio integral, bem como a realizar lançamentos de mísseis balísticos e de cruzeiro em campos de tiro situados no território da Federação Russa”, lê-se no comunicado divulgado esta terça-feira.
O Ministério da Defesa da Bielorrússia afirmou que os exercícios visam testar a prontidão militar para movimentar e implantar armas nucleares a partir de locais de lançamento não planeados. Os exercícios envolvem unidades de mísseis e destacamentos da força aérea bielorrussa, em coordenação com o exército russo.
“O foco principal será a prática de medidas de ocultação, movimentações de longa distância e o cálculo do posicionamento de forças e recursos”, diz o comunicado citado pelo Moscow Times. O Ministério assinala ainda que os exercícios são um evento programado e “não são direcionados contra terceiros países e não representam uma ameaça à segurança regional”.