Pep Guardiola. Como em tantos outros dias ao longo da último década, o nome do treinador voltou a fazer manchetes esta terça-feira. E não foi por conta da deslocação do Manchester City a casa do Bournemouth, na penúltima jornada do Campeonato inglês. Ao que tudo indica, o treinador de 55 anos vai abandonar os cityzens no final da presente temporada, abdicando do último ano que resta no seu contrato. A notícia é dada como certa pela imprensa espanhola, com os ingleses a garantirem ainda que Guardiola até já se despediu dos seus jogadores. A cumprir a décima época em Manchester, o catalão vai terminar esta época perto de cumprir 600 jogos ao serviço dos sky blues (domingo fará o 593.º), num percurso que conta com seis Premier League, três Taças de Inglaterra, três Supertaças, cinco Taças da Liga, uma Champions, um Mundial de Clubes e uma Supertaça Europeia. O sucessor deverá ser Enzo Maresca.
https://observador.pt/2026/05/16/um-calcanhar-de-ouro-para-pep-manter-os-pes-em-casa-city-vence-chelsea-e-conquista-taca-de-inglaterra/
Poucas horas depois de ter estendido o domínio interno com a conquista da Taça de Inglaterra frente ao Chelsea, o Manchester City quase que se despediu oficialmente da luta pelo título no Campeonato inglês. Tudo aconteceu esta segunda-feira, com o triunfo do Arsenal frente ao Burnley (1-0) a deixar os gunners a apenas dois pontos de reconquistarem o troféu que lhes foge desde a primeira década do século XXI, o que significava que os cityzens deixaram de ter margem de erro e estavam obrigados a vencer os últimos dois jogos da Premier League. O primeiro aconteceu esta terça-feira, diante de um Bournemouth que sonha com a qualificação para a Liga dos Campeões e, curiosamente, não tinha perdido nenhum dos 16 jogos disputados depois de ter vendido Antoine Semenyo… ao Man. City.
“Foco? Bournemouth, Bournemouth, Bournemouth. Estão há 17 jogos sem perder. É uma sequência inacreditável. O que conseguiram fazer, depois de perderem três habituais titulares da defesa na época passada, é impressionante. A nossa única hipótese é vencer. Temos de quebrar o ciclo deles, caso contrário a luta [pelo título] termina aqui. O Bournemouth é sempre um adversário difícil. Nos últimos anos, os jogos têm sido muito duros. Na época passada, sofremos ali uma das piores derrotas e tivemos uma das exibições mais pobres na Premier League. Tivemos três dias de descanso e eles tiveram dez para preparar o encontro. Além disso, lutam pelo apuramento para a Champions. Quando chegas às últimas jornadas e o adversário já não tem objetivos, é mais fácil, mas não é o que acontece aqui. Sabemos exatamente o que temos de fazer: ganhar amanhã [terça-feira] e depois frente ao Aston Villa. Queremos chegar ao fim a lutar pelo título junto dos nossos adeptos, mas para isso temos de bater o Bournemouth”, perspetivou o treinador espanhol.
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Sem qualquer jogador de fora, algo que aconteceu pela primeira vez em 2026, Guardiola visitou o Vitality Stadium na máxima força, mas com algumas dúvidas por desfazer. Na baliza, Gigi Donnarumma voltou, de forma natural, ao passo que, no meio-campo, Mateo Kovacic voltou a juntar-se a Rodri Hernández. Por seu turno, Bernardo Silva e Matheus Nunes, que ficaram esta terça-feira a saber que vão estar no Campeonato do Mundo, também integraram o onze, com Rúben Dias, que também vai estar na competição de seleções, a sentar-se no banco. Nos cherries, Andoni Iraola apostou em Tyler Adams no lugar de Ryan Christie, que cumpriu suspensão.
Depois de um bom início do Man. City, o Bournemouth conseguiu equilibrar a partida, ainda que, nessa fase, Semenyo tenha visto o seu golo anulado por fora de jogo (12′). Na resposta, Evanilson teve tudo para marcar, mas atirou por cima com a baliza completamente escancarada (15′). Em cima do intervalo, a formação da casa desbloqueou pela esquerda, com Adrien Truffert a ganhar em velocidade e a colocar à entrada da área em El Junior Kroupi que, com um remate em arco, inaugurou o marcador e deixou o Arsenal com uma mão no troféu (39′). Curiosamente, o avançado estava radar de Martínez para representar a Seleção portuguesa mas, segundo o selecionador, terá preferido representar França.
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Na etapa complementar, os cityzens quase marcaram logo a abrir, valendo Djordje Petrovic a travar o remate de Nico O’Reilly (46′). Pouco depois, o ex-avançado do FC Porto voltou a despediçar, finalizando para uma defesa de Donnarumma (52′). Já com Rayan Cherki, Phil Foden e Savinho em campo, os cherries continuaram por cima, com Kroupi a concluir mais uma jogada pela esquerda com um remate por cima (60′). Com a apatia a abater-se sobre a equipa do Man. City, o Bournemouth continuou a fazer o que queria e, depois de uma jogada de Rayan na meia-direita, o guarda-redes italiano fez mais uma grande intervenção (68′). Para a parte final do jogo, Justin Kluivert, Omar Marmoush e David Brooks foram chamados à ação e, logo a seguir a ter entrado, Brooks apareceu isolado a finalizar para as mãos de Donnarumma, seguindo-se um remate de Evanilson que saiu a rasar o poste mais distante (89′). Lewis Cook e Enes Ünal entraram em cima do minuto 90, antes de Brooks voltar a aparecer isolado, atirando ao poste, desta vez (90′). Na compensação, Erling Haaland aproveitou a recarga de um livre de Rodri para empatar, mas o campeonato estava sentenciado (90+5′).
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Para a história fica a reconquista do título inglês por parte do Arsenal, que não vencia a Premier League desde 2004. Com esta conquista, os gunners conquistaram o campeonato pela 14.ª vez e aproximaram-se do primeiro lugar, onde militam Liverpool e Manchester United, com 20. Para além disso, os londrinos têm agora mais quatro títulos que o Man. City, que segue no quarto lugar (10). Por outro lado, o Bournemouth está apurado pela primeira vez na sua história para as competições europeias, faltando saber se vai disputar a Liga dos Campeões ou a Liga Europa. Esta vitoria aumentou para 17 jogos a série de invencibilidade dos cherries, que é a melhor que alguma equipa da Premier League alcançou na presente temporada. Pela negativa, Pep Guardiola despediu-se dos away days sem vencer.
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