Ainda a procissão vai no adro e a festa na Invicta promete durar (bem) mais do que última – há cerca de duas semanas. Quando o título ficou confirmado matematicamente da Primeira Liga para o FC Porto, por maior que fosse a vontade de celebrar, a festa ficou em pausa. O tempo não tirou a vontade de festejar e o Porto pintou-se este sábado (e domingo de madrugada) de azul e branco. Que o diga o Estádio do Dragão, que em clima de festa, do início ao final da partida diante do Santa Clara, recebeu milhares de portistas – foram cerca de 50.000, sem contar com os muitos que ficaram fora do recinto ou os que se encaminharam diretamente para os Aliados ou para a zona ribeirinha do Porto, onde toda a comitiva azul e branca passará, até acabar o trajeto na Câmara Municipal do Porto, onde a festa deverá fazer-se madrugada dentro.
Depois da partida terminar, começou oficialmente uma festa que já tinha começado no início do dia, se não há cerca de duas semanas. A celebrações iniciaram-se com o plantel e a equipa técnica a darem uma volta de honra no relvado do Estádio do Dragão, acompanhados de perto pelos aplausos dos adeptos azuis e brancos que não arredaram pé do recinto. Em seguida, os jogadores recolheram temporariamente aos balneários. Enquanto os atletas se encontravam no interior das instalações, os adeptos iam continuando a animar as bancadas dançando a uma só coreografia, ao mesmo tempo que no relvado terminava a preparação do palco destinado à entrega oficial do 31.º troféu de campeão nacional dos FC Porto.
Na sala de conferências de imprensa do Dragão, o treinador Francesco Farioli afirmou que era “altura de celebrar”, destacando o apoio constante dos adeptos como a grande chave para a conquista do campeonato e comentando que o triunfo foi uma antecipação da festa programada para os Aliados. O técnico também enalteceu as estreias de João Costa e Bernardo Lima, além do regresso de Nehuén Pérez após lesão grave. Simultaneamente, na tribuna presidencial, Maniche, ex-jogador dos dragões, reconheceu a dificuldade enfrentada para atingir o título nacional e expressou o desejo de voltar a festejar na época seguinte.
Já o “eterno capitão”, João Pinto, relembrou o longo período de quatro anos sem vencer o Campeonato e mostrou-se satisfeito com a hipótese de Diogo Costa continuar no clube e de vestir a camisola número dois a convite de André Villas-Boas, deixando ainda uma “bicada” ao presidente do Sporting, Frederico Varandas. “Só tenho a agradecer a este clube por esta alegria que me deu. Isto é o que nos dá sentido de viver. Contra Varandas, contra prédios, seja o que for”, atirou.
A comemoração prosseguiu com os ex-jogadores João Pinto e Maniche a subirem ao relvado transportando o troféu da Primeira Liga, acompanhados logo atrás pelo presidente André Villas-Boas, sob fortes aplausos vindos de todas as bancadas do Estádio do Dragão. Na sequência, os jogadores do plantel começaram a subir, um a um, em direção ao palco montado na zona do grande círculo. Todos os futebolistas foram muito ovacionados pela moldura humana presente, embora tenham existido aplausos e notas de destaque para Victor Froholdt, Rodrigo Mora e Diogo Costa. Pouco depois, todo o corpo técnico subiu também ao campo, incluindo figuras conhecidas como Lucho González e André Castro, seguindo-se por último Francesco Farioli, que foi recebido com aplauso especialmente caloroso dos adeptos.
https://twitter.com/FCPorto/status/2055709380587159631
O momento mais aguardado da festa deu-se quando o guarda-redes Diogo Costa deu o mote e ergueu oficialmente o troféu da Primeira Liga, depois de quatro anos (e duas semanas) de espera. A vontade de festejar não se perdeu, nem com quatro anos de espera, nem com duas semanas de stand by. A taça passou, depois, pelas mãos de Zaidu, Alan Varela e Pepê, circulando de seguida entre todos os restantes jogadores do FC Porto que festejavam no relvado. “Nós somos campeões”, ouvia-se no estádio. Os atletas dispersaram-se para tirar fotografias com o troféu e exibi-lo aos milhares de adeptos nas bancadas, culminando numa grande fotografia de família no centro do campo. Houve looks e celebrações para todos os gostos, com o troféu e a boa disposição como pano de fundo da festa.
https://twitter.com/FCPorto/status/2055708041425646016
Ainda no relvado, alguns jogadores prestaram declarações ao Porto Canal, com o dinamarquês Victor Froholdt a manifestar o seu orgulho pelo trabalho árduo semanal e a assegurar o seu desejo de permanecer no clube para lutar pelo próximo campeonato. “Adoraria ficar e lutar pelo próximo título”, afirmou. Da mesma forma, os jovens Tiago Silva e Bernardo Lima partilharam a sua felicidade, dedicando esta conquista não só a todas as equipas de escalões inferiores por onde passaram durante a maior parte da época. Bernardo Lima acrescentou ainda que se tratava da concretização do “sonho de qualquer atleta formado no FC Porto” ser campeão pelo clube. O guarda-redes suplente João Costa também utilizou as redes sociais para descrever a sua enorme satisfação e orgulho após fazer a sua estreia oficial pela equipa principal.
https://twitter.com/Joaocosta_24/status/2055697036092080588
Para fechar os festejos dentro do estádio, os familiares e amigos dos jogadores subiram ao relvado para tirar fotografias com os campeões, num momento em que as bancadas do Dragão começavam gradualmente a esvaziar-se. Os adeptos azuis e brancos começaram, entretanto, a encaminhar-se para as artérias da cidade para acompanhar o percurso festivo que a equipa vai realizar. As celebrações têm o seu percurso delineado para passar por locais previamente preparados na zona da Ribeira e terminar na Câmara Municipal do Porto, situada na Avenida dos Aliados. Agora, segue em contagem de crescente o início das celebrações fora do Estádio do Dragão – uma festa que promete estar ainda a começar.
https://twitter.com/FCPorto/status/2055717517620813929