Esteve encalhada durante mais de um mês e foi alvo de uma operação de resgate que custou mais de um milhão de euros, mas ainda assim, a baleia Timmy não resistiu ao desgaste provocado por estes acontecimentos e, este sábado, as autoridades dinamarquesas confirmaram a sua morte.
A Agência de Proteção Ambiental da Dinamarca anunciou ter encontrado uma baleia morta esta sexta-feira, perto de uma ilha entre a península dinamarquesa e a Suécia — sem qualquer indicação inicial que pudesse revelar a sua identidade. Porém, esta tarde, uma responsável desta entidade confirmou o temido. “É possível confirmar que a baleia-jubarte encalhada perto de Anholt é a mesma baleia que já se tinha encalhado anteriormente na Alemanha e que foi alvo de tentativas de resgate”, afirmou Jane Hansen num comunicado citado pelo The Guardian.
Esta baleia encalhada foi identificada como sendo Timmy, uma vez que as autoridades dinamarquesas conseguiram recuperar um dispositivo que estava atado no animal para acompanhar a sua localização. Mas foi “a posição e o estado em que estava” o localizador que permitiu concluir que se tratava da mesma baleia que havia sido resgatada da costa báltica na Alemanha, numa operação que levantou grandes preocupações entre especialistas e grupos de conservação animal.
Foi há quase dois meses que esta baleia, de cerca de 12 toneladas e 10 metros de comprimento chegou à praia alemã de Timmendorger. Os esforços das autoridades alemãs começaram assim que possível, mas o estado de saúde de Timmy — entretanto assim batizada em homenagem à praia onde foi encontrada — foi piorando com a falta de sucesso do resgate. Foi com a mediatização deste caso que a história de Timmy chegou aos ouvidos de um par de milionários alemães que se manifestaram preparados para financiar o resgate da baleia “custe o que custar”.
Foi uma operação que suscitou muitas dúvidas éticas e operacionais, alegando que a metodologia aplicada iria resultar num agravar das condições da saúde de Timmy. Custou cerca de 1,5 milhões de euros e a baleia foi içada da areia para uma espécie de aquário de metal que, por sua vez, foi puxada por um barco até atingirem águas mais fundas perto da costa dinamarquesa. Timmy só voltou a encontrar os olhos humanos duas semanas após a conclusão das operações de resgate, encalhada novamente, naquela ilha na Dinamarca a cerca de 70 km a sul de onde foi libertada, e onde viria a ser confirmada a sua morte.
De acordo com as autoridades dinamarquesas, o corpo de Timmy vai permanecer naquele mesmo local, com Jane Hansen a referir que não existem “planos concretos para remover a baleia daquela área ou de fazer uma autópsia”. Deixou um pedido à população, apesar de considerar que o cadáver não apresenta um risco para a região, para não se aproximarem de Timmy, para evitar a propagação de doenças possivelmente transportadas pela baleia.