Primeiro, as críticas ao chefe do Governo. Depois, a demissão da pasta da Saúde. Agora, chega a informação que confirma a motivação para os passos anteriores: Wes Streeting irá concorrer à liderança do Partido Trabalhista quando se concretizar uma corrida para substituir Keir Starmer à frente do partido. O anúncio foi feito este sábado, no primeiro evento público, desde que abandonou o Executivo de Starmer, na passada quinta-feira.
“Precisamos de uma corrida a sério, com os melhores candidatos em campo e eu estarei lá”, declarou Streeting, em resposta a uma questão da Sky News sobre se o seu nome estaria no lote de candidatos à liderança do Labour. Ainda assim, o antigo ministro da saúde recusou desafiar já a liderança de Keir Starmer. “O novo líder, fosse eu ou qualquer outra pessoa, não teria legitimidade e, por isso, acabaríamos por prolongar a instabilidade e a incerteza”, justificou.
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Em vez disso, a abordagem continua a ser mesma. Nas declarações aos jornalistas, Streeting renovou os apelos ao primeiro-ministro para que “defina uma agenda para [escolher] uma liderança a sério” e “dê aos ministros a liberdade para nomear quem querem ver como líder do partido e primeiro-ministro do país”. Porém, Starmer continua firme na recusa em abdicar da liderança.
Caso seja necessário forçar uma corrida, o antigo ministro deu a entender que deixará para Andy Burnham essa iniciativa. “Precisamos de um concurso em que todos os candidatos possam dar o seu melhor. Tem de ser uma batalha de ideias, para que quem vencer saia mais forte com isso”, elaborou este sábado, ainda antes de confirmar que participará nessa corrida.
Apesar de ainda não ter sido formalizado um desafio ao líder dos trabalhistas, o autarca da Grande Manchester deu esta semana os primeiros passos para chegar ao cargo de Starmer. Esta sexta-feira, a direção do Labour permitiu que Burnham abandone a autarquia na terceira maior cidade do país para concorrer ao parlamento numa eleição especial, a partir de onde poderá desencadear a corrida.
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