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López Aliaga exige novas eleições no Peru em 48 horas após ser eliminado da segunda volta e denuncia fraude sem provas

Candidato foi ultrapassado por Roberto Sánchez por cerca de 18.800 votos e recusa reconhecer resultados. Missão da UE referiu "graves deficiências", mas não encontrou provas de fraude.

Agência Lusa
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O candidato ultraconservador à presidência do Peru, Rafael López Aliaga, exigiu à comissão eleitoral que realize uma nova votação no prazo de 48 horas, depois de ter sido eliminado da segunda volta.

A Junta Nacional Eleitoral (JNE) peruana “tem 48 horas para declarar novas eleições até domingo“, afirmou López Aliaga na quarta-feira.

É precisamente no domingo que a JNE planeia anunciar oficialmente os resultados da primeira volta, na qual a candidata de direita Keiko Fujimori conquistou 17,1% dos votos.

Após uma longa recontagem realizada depois da primeira volta, a 12 de abril, o candidato de esquerda Roberto Sánchez qualificou-se para a segunda volta com uma vantagem de cerca de 18.800 votos sobre López Aliaga, com 12% e 11,9% dos votos, respetivamente, segundo resultados quase finais.

https://observador.pt/2026/04/15/extrema-direita-nao-aceita-resultados-mesmo-que-passe-a-segunda-volta-no-peru/

Com apenas 55 atas restantes para apurar, representando cerca de 16.500 votos, já não parece possível uma inversão da tendência.

“No dia em que anunciarem a sua lista fraudulenta, vamos contestá-la (…) a única forma de me derrotar foi através de fraude, e não reconhecemos um governo ilegítimo“, insistiu López Aliaga.

O candidato da extrema-direita e antigo presidente da Câmara da capital peruana Lima, tem vindo a denunciar, sem provas, fraudes e irregularidades no processo eleitoral há várias semanas.

Durante a primeira volta, atrasos na entrega do material eleitoral impediram mais de 50 mil eleitores de votar, obrigando as autoridades a prolongar a votação por um dia. “Eles sabem da enorme fraude que estão a cometer; as atas de apuramento perderam-se. Que raio de processo é este? Fizeram tudo mal”, protestou López Aliaga.

A missão de observação eleitoral da União Europeia mencionou “graves deficiências”, mas afirmou não ter encontrado “nenhuma evidência objetiva” de fraude.

Esta será a quarta tentativa de Keiko Fujimori, 50 anos e filha do ex-presidente Alberto Fujimori, candidatar-se à presidência, e a primeira vez de Roberto Sanchez, de 57 anos.

No passado fim de semana Keiko Fujimori e Roberto Sánchez já tinham lançado a campanha para a segunda volta com comícios em Lima. Mais de 27 milhões de eleitores foram chamados a votar neste escrutínio obrigatório, que também deve renovar o parlamento, com o regresso a um sistema bicameral inédito desde 1990.