(c) 2023 am|dev

(A) :: Randstad avança com despedimento coletivo de 42 trabalhadores de call center em Portugal

Randstad avança com despedimento coletivo de 42 trabalhadores de call center em Portugal

Sindicato denuncia que empresa propôs transferir funcionários de Braga e do Porto para Elvas como alternativa ao despedimento. Randstad alega encerramento de contratos e diz cumprir a legislação.

Agência Lusa
text

A Randstad tem em curso o despedimento coletivo de 42 trabalhadores, disse esta quarta-feira em comunicado o Sindicato dos Trabalhadores de Call Center (STCC), um processo confirmado pela empresa.

Em comunicado, o sindicato considerou que este despedimento coletivo pela Randstad II “revela uma lógica de aumento dos lucros no setor à custa dos trabalhadores, assente no agravamento da precarização e na deslocalização do trabalho para países com menores direitos laborais, falta de liberdade sindical e salários mais baixos”.

A Lusa contactou a empresa, que confirmou que está “a decorrer um processo de despedimento coletivo envolvendo um conjunto limitado de colaboradores da operação de ‘contact center’ em Portugal”.

Segundo a empresa, os despedimentos têm que ver com o ajustamento da sua atividade devido ao “encerramento e redução de alguns contratos, no contexto natural da gestão da operação”.

Acrescentou ainda a Randstad que o processo de despedimento coletivo está cumprir a legislação aplicável e que antes houve “um esforço alargado de mobilidade interna e de identificação de soluções alternativas para os colaboradores abrangidos”.

Já para o STCC, este “despedimento não é um caso isolado” mas parte de uma estratégia do setor “de substituição constante de trabalhadores por mão-de-obra mais barata, através da deslocalização para países como Marrocos, Egipto, Filipinas ou vários países da América Latina”.

Antes deste despedimento coletivo, disse o dirigente sindical Nuno Geraldes à Lusa, a Randstad já tinha despedido trabalhadores precários.

Sobre as tentativas de mobilidade, disse o sindicato que houve propostas de transferir os empregados de Braga e do Porto para Elvas (mais de 300 quilómetros de distância) e que isso foi interpretado por muitos trabalhadores “como uma tentativa de forçar despedimentos voluntários através da imposição de condições incomportáveis para a sua vida pessoal e familiar”.

O sindicato acrescentou que os despedidos trabalharam em projetos ligados à Concentrix, Nowo e Digi, Vodafone, NOS, REN PRO e Vialivre e que, entre esses, há trabalhadores com mais de 10 anos de antiguidade bem como trabalhadoras a amamentar, considerando “inaceitável que uma empresa com a dimensão da Randstad, um dos maiores empregadores do país, alegue não ter qualquer projeto ou alternativa para trabalhadores que durante anos garantiram o funcionamento destas operações”.

O sindicato terminou o comunicado a dizer que os trabalhadores estão a organizar uma resposta coletiva para tentar impedir o despedimento coletivo.

[Renato Seabra matou Carlos Castro, isso ninguém contesta. A pergunta a que os jurados têm de responder é outra: o jovem modelo português pode ou não ser responsabilizado pelo crime? Sentiu raiva ou estava mentalmente perturbado? Ouça o sexto e último episódio de “Os ficheiros do caso Carlos Castro”, o Podcast Plus do Observador narrado pela atriz Joana Santos, com banda sonora original de Júlio Resende. Pode ouvir aqui, no site do Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir também aqui o primeiro episódio, aqui o segundo, aqui o terceiro episódio, aqui o quarto episódio e aqui o quinto episódio]