Paulo Pereira foi esta quarta-feira eleito reitor da Universidade Nova de Lisboa. A primeira eleição, que teve lugar em setembro de 2025 e que ditou, logo nesse momento, a escolha de Paulo Pereira, teve de ser repetida após ordem do Tribunal Administrativo de Lisboa. Neste novo ato eleitoral o investigador coordenador da NOVA Medical School reforçou o seu resultado junto do órgão responsável pela sua eleição.
“O Conselho Geral da Universidade NOVA de Lisboa elegeu esta quarta-feira, 13 de maio, Paulo Pereira como Reitor da NOVA para o mandato 2026-2030, reforçando o apoio obtido no processo eleitoral anterior, com um total de 15 votos”, lê-se no comunicado enviado às redações pela universidade.
No momento desta última eleição, Paulo Pereira afirmou receber “este resultado com sentido de responsabilidade e gratidão pela confiança renovada da comunidade académica”. “O facto de ter sido registado um aumento do apoio face ao processo anterior reforça o compromisso de continuarmos a trabalhar com estabilidade, proximidade e ambição para o futuro da Universidade. Quero ainda deixar uma mensagem de tranquilidade à comunidade académica. A NOVA continua a funcionar com estabilidade, normalidade e pleno compromisso com a sua missão de ensino, investigação e serviço à sociedade”, disse ainda.
https://observador.pt/2026/03/12/tribunal-manda-repetir-eleicao-do-reitor-da-universidade-nova-de-lisboa-ato-eleitoral-teve-por-base-estatutos-que-extravasam-a-lei/
Afirmando ter “total confiança na maturidade institucional” da UNL e na “capacidade coletiva para ultrapassar este momento com serenidade, responsabilidade e respeito pelas instituições”, Paulo Pereira afirmou ainda que quer que a Nova de Lisboa “seja uma universidade de liberdade, de pensamento crítico e de pluralidade”.
Paulo Pereira tinha sido eleito reitor pela primeira vez em setembro de 2025, tendo tomado posse cerca de um mês depois. Mas antes, em junho de 2025, a UNL já tinha sido obrigada a suspender o processo de eleição destinado a substituir o então reitor, João Sàágua, após ter sido apresentada uma providência cautelar por Pedro Maló.
Este último, professor auxiliar, foi impedido de se candidatar ao cargo de reitor por não ser professor catedrático ou equivalente. À época, a decisão tomada pela Comissão Eleitoral da UNL em maio tinha como base este requisito que constava no regulamento eleitoral da UNL. Contudo, argumentava Pedro Maló, o Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES) sobrepõe-se a qualquer regulamento interno.
Apesar de o processo eleitoral ter sido suspenso em junho, foi retomado em setembro, constando cinco nomes da corrida ao cargo de reitor. O nome de Pedro Maló estava, uma vez mais, de fora. Mas o professor auxiliar da FCT não desistiu e, afim de impugnar o ato eleitoral, avançou com uma ação junto do Tribunal Administrativo de Lisboa.
O tribunal deu entretanto razão a Pedro Maló, sublinhando que o RJIES é a lei que se deve aplicar no que toca à organização das instituições de Ensino Superior. O ato eleitoral foi então agora repetido, mas o resultado foi igual: Paulo Pereira tornar-se agora reitor da UNL, o primeiro investigador a desempenhar esta função.
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