O diagnóstico já tinha sido dado quando o INE anunciou os dados preliminares para a inflação de abril. Tinha acelerado à boleia do aumento dos preços dos combustíveis. E embora o dado final da inflação de abril tenha ficado ligeiramente abaixo desse primeiro indicador, certo é que os preços subiram 3,3% no quarto mês do ano. O INE tinha antecipado que a subida poderia atingir os 3,4%.
Face ao mesmo mês do ano passado, os preços subiram 3,3% este ano, acelerando 0,6 pontos face ao mês de março. E quase toda a subida é explicada pelos combustíveis. Sem os produtos energéticos e agrícolas, que é a designada inflação subjacente, a variação foi de 2,2%, ainda assim em aceleração face aos 2% de março.
Os produtos energéticos tiveram um aumento de 11,7% e os produtos agrícolas de 7,4%. O que compara com as subidas que tinham sido registadas em março de 5,7% e 6,4% respetivamente.
Segundo o INE, as bebidas alcoólicas e o tabaco, os transportes e os serviços financeiros e de seguros tiveram variações de 5%, 4,8% e 2%, respetivamente, em aceleração face a março. Houve na classe do lazer, recreação, desporto e cultura uma diminuição de 0,6%, continuando com variações negativas também o vestuário e calçado e as comunicações.
As rendas de habitação por metro quadrado aumentaram, por seu turno, 5,1% em abril de 2026 (valor idêntico no mês anterior). “Todas as regiões apresentaram variações homólogas positivas das rendas de habitação, tendo a Madeira registado o aumento mais intenso (6,6%).”