Os trabalhadores da Lusa aprovaram esta terça-feira, em plenário, a “convocação de uma greve de 24 horas para o dia 20 de maio de 2026, com concentração em frente à Assembleia da República”, em desacordo com a revisão dos estatutos da agência.
Neste dia, vários projetos de lei e resoluções de alteração aos estatutos da Lusa vão ser discutidos no parlamento, em Lisboa.
De acordo com o pré-aviso de greve, assinado pelos sindicatos dos Jornalistas (SJ), dos Trabalhadores do Setor dos Serviços (SITESE) e dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Centro-Sul e Regiões Autónomas (SITE CSRA), a paralisação vai decorrer entre as 00h00 e as 24h00 do dia 20 de maio.
Este período poderá ser prolongado ou antecipado, nomeadamente nos horários de turnos.
Os trabalhadores decidiram recorrer à greve face aos riscos de “influência política e de governamentalização” que foram introduzidos pelos novos estatutos da agência de notícias, defendendo assim a urgência da revisão dos mesmos.
Por outro lado, referem que o plano de rescisões continua por explicar, assim como a estratégia de reforço dos quadros.
A isto soma-se uma possível mudança da sede da Lusa, em Lisboa, para o campus da RTP, o que para os trabalhadores pode “diminuir a independência funcional da agência e levar, a prazo, ao seu desmantelamento”.
Os trabalhadores da Lusa exigem também a imediata negociação do caderno reivindicativo, numa altura em que já foi ultrapassado o prazo legal para o Conselho de Administração apresentar uma contraproposta.
Em 12 de março, os trabalhadores da Lusa estiveram em greve parcial contra o processo de reestruturação da empresa e o novo modelo de governação, tendo também realizado uma manifestação em frente à sede do Governo, o Campus XXI, em Lisboa.
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