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PCP não apresenta voto de pesar pela morte de Carlos Brito, mas "acompanha" proposta de Aguiar-Branco

Até agora, BE foi o único partido a apresentar uma proposta de homenagem ao antigo braço-direito de Cunhal. PCP deverá limitar-se a votar iniciativa do Presidente da Assembleia da República.

Miguel Pereira Santos
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O PCP não vai apresentar um voto de pesar pela morte de Carlos Brito na Assembleia da República, mas vai votar favoravelmente a proposta de pesar já anunciada por José Pedro Aguiar-Branco.

Além da iniciativa do Presidente da Assembleia da República, também o deputado do Bloco de Esquerda submeteu ao Parlamento um voto de pesar pela morte do histórico dirigente comunista. Questionado pelo Observador se apresentaria uma iniciativa própria, o grupo parlamentar do PCP respondeu que acompanhará a proposta de Aguiar-Branco.

“Conhecida entretanto a recente iniciativa do Presidente da Assembleia da República, o PCP acompanhará o sentido de pesar que em torno dessa iniciativa se propicia”, respondeu fonte oficial do grupo parlamentar comunista ao Observador.

Paulo Raimundo disse esta terça-feira ao Expresso que “o PCP não deixará de assinalar o pesar sobre uma pessoa que, independentemente do seu afastamento e das razões que levaram a esse afastamento do Partido, teve um legado e um papel destacado na luta antifascista, no processo revolucionário e de grandes responsabilidades no Partido”. Contudo, essa homenagem não passará de um voto a favor da proposta de Aguiar-Branco.

O texto apresentado por José Pedro Aguiar Branco refere o percurso político de Carlos Brito, que morreu na quinta-feira, 7 de maio, relatando que por ter aderido ao Partido Comunista Português “suportou, em razão da sua militância, perseguição política, prisão e tortura” e que acabou “encarcerado no Aljube, em Peniche e em Caxias”, bem como o facto de ter sido um “importante operacional do partido”. O voto de pesar deverá ser votada na sexta-feira, 15 de maio.

Na Assembleia da República, Carlos Brito foi deputado constituinte e deputado entre 1976 e 1991, tendo sido líder parlamentar durante 15 anos. A nota que vai ser colocada à votação do Parlamento refere ainda que “em tensão ideológica com o seu partido de origem [o PCP], fundou, na viragem do milénio, a associação política Renovação Comunista, defendendo a convergência das esquerdas”.

Em reação à morte de Carlos Brito, o PCP dedicou ao seu antigo militante e dirigente um comunicado com apenas 28 palavras e 199 caracteres, referindo que o fazia a “a pedido de vários Órgãos de Comunicação Social”.

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