Sabemos que o coelho branco (White Rabbit) da Disney é um desenho incontornável do panorama da fantasia, sobretudo sendo associado ao coelho roliço e ‘vilão’ da história bonita “Alice no país das maravilhas”. O coelho atrai sempre menina Alice para as tocas dele e, assim, ela entra nas maravilhas e na fantasia. O coelho é um vilão aparentemente fofo, mas anda sempre apressado e não muito cuidadoso com Alice. A fantasia começa quando a menina cai na toca.
O que não se sabe, de todo, é que a investigação forense em Psicologia conhece os meandros negros associados, infelizmente, a este desenho amoroso do coelho (white rabbit): é um dos símbolos escondidos (como # oculta) ou mesmo não oculto em legendas de conteúdos que pairam nas redes sociais para que os traficantes de crianças (sobretudo para tráfico de órgãos) se identifiquem e comuniquem através desses conteúdos com o símbolo do white rabbit. É um horror tratado com uma personagem da Disney, portanto violando totalmente algo patrimonial (de Walt Disney) e acho que nem a Disney sabe disto. Todavia, há algumas tentativas de encobrir o caso, mas pouco o sabem, porque afeta a reputação da ‘marca’ e alarma as famílias. Mas, é por isso que fazemos prescrição social e intervenção real: para gerar um alarme positivo no sentido de maior alerta a pais, tutores, escolas e crianças.
Mitigar traficantes e os seus símbolos de comunicação é uma das primeiras formas de trabalhar corretamente para uma liberdade da qual pouco se fala e que está em maior risco. Veja-se: cerca de 8 milhões de crianças são traficadas no mundo inteiro, anualmente. Parece um exagero estatístico porque a documentação oculta para não ferir suscetibilidade. Esses 8 milhões de vidas roubadas servem sobretudo o tráfico se órgãos, depois o sexual e o trabalho forçado em menores. Há outros símbolos comunicados por estas redes de pessoas hediondas e ‘a olho nu’: quero eu dizer que cada vez mais o tráfico tem sido uma atividade criminosa (associação criminosa) que aproveita a distração da velocidade de informação digital para nela se imiscuir. O coelho branco não é o único símbolo. Mas, reparem na malvadez associada: o coelho animado que atrai a criança para algo que aparenta ser fantástico e feito de sonhos.
Depois, mesmo nas plataformas similares à vinted (não estou a dizer que já lá chegou!), pessoas sem alma colocam crianças ‘à venda’ através da publicação de roupas de menores. Tenham cuidado, investiguem o tipo de comunicação comprador-cliente. Algumas plataformas já foram desmanteladas, os agressores não tanto e o pior: o ‘coelho’ muda só a toca e o problema mantém-se e cresce. A mim incomoda-me, sobremaneira, o facto de estar em crescendo e parecer que aos governos isto é um crime periférico. Sobretudo numa fase de guerras concomitantes em que milhares de refugiados menores desaparecem na tramitação de países. Além, um dos motivos principais (atuais) do tráfico de órgãos é a produção dos compósitos do colagénio (que tanto a sociedade procura, em cosmética e em injetáveis) a partir de tecido e órgãos de crianças muito pequenas. Estas são as mais caras e são assim anunciadas, com coelho ou não à vista, em lojas online disfarçadas de roupas simpáticas ou de armários (closet) com preços muito elevados. O mínimo que se pode fazer é estar atento a estas tocas malditas. Nisto, fiquei a cismar quando fui à Disneyland e até eu fico com outra perceção de certos desenhos animados. Errado preconceito, claro, mas transporta-me para a realidade (não fantasia) do que está a acontecer de forma avassaladora: raptar tornou-se prática comum à luz do dia.