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(A) :: “Este clube sabe o que custou ganhar este título": a resposta da "velha guarda" portista chegou com novo troféu europeu

“Este clube sabe o que custou ganhar este título": a resposta da "velha guarda" portista chegou com novo troféu europeu

FC Porto conquistou quarta Liga dos Campeões em 18 finais, batendo pela primeira vez o Barcelona, e igualou Sporting como melhor equipa portuguesa na prova: "A quem não acreditou, aqui está a prova".

Bruno Roseiro
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Muito coração na forma como surgiu a reação após as desvantagens na meia-final com o Óquei de Barcelos, ainda mais coração na maneira como aguentou a vantagem na decisão frente ao Barcelona. Olhando para a equipa de hóquei em patins do FC Porto, já com mais de metade dos jogadores acima dos 30 anos e com um longo currículo em termos nacionais e internacionais, a Liga dos Campeões foi uma espécie de “tormenta” só por uma vez contornada desde que a atual base se fixou no clube, com o triunfo diante do Valongo na final de 2023 para quebrar um jejum de mais de três décadas. Também por isso, agora era hora de afirmação.

No ano de estreia de Paulo Freitas no comando dos azuis e brancos, depois de ter sido campeão europeu pela Seleção, a época do FC Porto foi tudo menos fácil, com vários baixos entre os altos que foram sendo pagos em várias competições. Foi isso que se viu na Elite Cup, foi isso que se viu na Supertaça, foi isso que se viu na Taça Continental, foi isso que se viu na Taça de Portugal. No entanto, e quando chegou aquela que é sempre a principal prova para o clube tendo em conta o ajuste de contas com uma história que tem sido madrasta, a formação azul e branca não falhou, chegando ao seu quarto título europeu e igualando o Sporting nesse particular como clube português com mais troféus na principal competição europeia de clubes.

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Em paralelo, os dragões conseguiram também vencer pela primeira vez o Barcelona numa decisão, depois de sete finais que caíram sempre para os catalães de 1985 para cá – e com essa particularidade de baterem o ex-treinador, Ricardo Ares, que esteve na Invicta entre 2021 e 2025 ganhando o troféu em 2023.

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“Ganhar finais é maravilhoso. Ter a oportunidade de ajudar a conquistar mais um troféu para o Museu é fantástico. Trabalhamos para entregar estas conquistas aos nossos adeptos. Entrámos muito fortes, fazia parte do plano de jogo. Sabíamos que havia muita qualidade e muita vontade do outro lado. Tínhamos de entrar agressivos. Fizemos uma primeira parte absolutamente fantástica. A segunda parte foi mais dividida. Em alguns momentos ficámos receosos, alongámos demasiado os ataques e deixámos de ser tão verticais. O que aconteceu hoje não é trabalho de quarta-feira mas sim do primeiro dia da época. Fomos passo a passo, agarrados ao processo. As sensações são boas, mas amanhã isto já faz parte do passado. Vamos descansar e depois voltar a apertar connosco”, comentou Paulo Freitas, treinador que conquistou a Liga dos Campeões pela terceira vez depois dos triunfos em 2019 e 2021 quando orientava o Sporting.

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Esta vitória é dedicada a todos os que acreditaram em nós, muito obrigado. A quem não acreditou, aqui está a prova”, destacou Gonçalo Alves, capitão dos dragões, à RTP 2 ainda antes de levantar o troféu de campeão. “Este clube sabe o que custou ganhar este título. Falámos que para alguns de nós era a sexta final. Hoje soubemos ser uma verdadeira equipa”, salientou Rafa, autor do primeiro golo na final. “Tinha o sonho de vencer a Liga dos Campeões. Aconteceu aos 32 anos e depois de seis finais… Não queria perder seis vezes”, acrescentou também Hélder Nunes, que defrontou a anterior equipa na decisão da Liga dos Campeões.

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“O FC Porto celebra, com o coração cheio de orgulho e emoção, a conquista do título europeu de clubes de hóquei em patins pela sua equipa principal, mais um título europeu de uma secção que há muito se confunde com a grandeza da modalidade e com a própria história do clube, com os seus 26 Campeonatos nacionais e 11 troféus internacionais. Este triunfo não é apenas mais uma vitória. É a afirmação de uma identidade, de uma cultura de exigência e de um caráter competitivo que atravessa gerações e que continua a fazer do FC Porto uma referência maior do hóquei europeu e mundial”, salientou também André Villas-Boas.

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“Sob a liderança de Paulo Freitas e capitaneada pelo nosso Gonçalo Alves, esta equipa soube honrar o legado de quem já por quatro vezes conquistou o maior título europeu e o seu estatuto, que a coloca no topo do hóquei mundial com talento, personalidade, coragem e uma ambição sem limites, enfrentando os maiores desafios com a alma dos verdadeiros campeões. Há conquistas que se celebram pelo troféu. E há conquistas que se sentem de forma mais profunda, porque transportam consigo a memória de tantos que construíram esta tradição e o orgulho de um universo portista que nunca deixa de acreditar. Esta taça pertence, por isso, aos jogadores, à equipa técnica, aos sempre presentes Alberto Babo, Mário Santos e Fernando Santos e também aos nossos adeptos, que vivem cada vitória como parte da sua própria vida. A todos eles, o meu mais profundo reconhecimento”, acrescentou o presidente do FC Porto.