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(A) :: Os recordes de Matos e (mais) um prémio para Zicky entre a 45.ª conquista internacional que coroa a grande época do Sporting

Os recordes de Matos e (mais) um prémio para Zicky entre a 45.ª conquista internacional que coroa a grande época do Sporting

Terceiro título europeu do futsal depois do primeiro Mundial do hóquei coroou uma das melhores épocas do Sporting nas modalidades de pavilhão. Nuno Dias falou de "uma orquestra" para explicar sucesso.

Bruno Roseiro
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Num aspeto, a história estava feita. Pela primeira vez no futsal europeu havia uma equipa que passava a ter tantas finais da Champions como o Inter FS, ainda hoje o conjunto com mais títulos na principal competição de clubes do Velho Continente. No entanto, isso era pouco. Ou melhor, isso pedia mais. E depois de algumas semanas conturbadas, não só pela derrota na final da Taça de Portugal frente ao Benfica mas também, ou sobretudo, pelas muitas notícias que foram surgindo a propósito de saídas, renovações que não chegavam a bom porto ou contratações garantidas, agora chegava a decisão europeia que era mais do que isso.

https://observador.pt/2026/05/10/quando-lhes-tocam-no-orgulho-eles-rocam-a-perfeicao-a-cronica-do-terceiro-titulo-europeu-de-futsal-do-sporting/

Se na primeira final da era Nuno Dias no Sporting os leões não conseguiram sequer marcar um golo nessa goleada por 7-0 sofrida frente ao Inter FS onde brilhava, entre outros, Ricardinho, agora conseguiram não só vencer mas deixar o Palma Futsal, que era tricampeão europeu em título, a zeros (2-0). Pelo meio, entre 2017 e 2026, a formação verde e branca chegou a sete finais, ganhou o troféu em três ocasiões (2019, 2021 e 2026, com João Matos, Gonçalo Portugal e Alex Merlim a serem os únicos que estiveram em todas as conquistas) e passou a ser a terceira equipa com mais troféus na prova, igualando o Palma e ficando apenas a um do Barcelona e a dois do Inter FS. Se antes o Sporting era uma equipa que procurava dominar sobretudo num plano interno, chegando apenas por uma vez a uma final europeia em 2011 (derrota com o Montesilvano por 5-2), agora é de forma cada vez mais assumida uma formação que entra para ganhar tudo em cada época.

https://twitter.com/UEFAFutsal/status/2053596390018732469

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“Fomos a melhor equipa da Final Four da Champions. Há bocado estávamos a comentar: o Sporting venceu as cinco primeiras equipas do ranking. Venceu na main round o Kairat, aqui venceu o Cartagena, venceu também o Benfica e o Palma que estava em primeiro. O Sporting venceu todas e acho que de forma categórica. Estas conquistas não são por acaso. Acho que fomos muito melhores do que os nossos adversários e a satisfação é enorme pela forma meritória e categórica com que conseguimos este troféu, que é justo. Os jogadores são merecedores de tudo de bom o que está a acontecer”, frisou Nuno Dias ao Canal 11, depois de um encontro em que João Matos aumentou o recorde de jogos na Liga dos Campeões (98) e na Final Four da prova (25) e Zicky Té ganhou mais um prémio individual de Melhor Jogador da Final Four.

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“Roçar a perfeição? Teria que ser assim. E o facto de não sofrer não quer só dizer que o Sporting tenha defendido bem. Acho que o Sporting defendeu bem e atacou muito bem. Não perdeu bolas em zonas perigosas, esteve sempre organizado com posse e este resultado acaba até por, se olharmos para o jogo, ser escasso. Mas isso pouco importa agora, o que importa é que o Sporting venceu com todo o mérito, justiça e os jogadores estão de parabéns”, acrescentou o técnico dos leões após a conquista na cidade italiana de Pesaro.

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“Foi uma caminhada fantástica. Fizemos por merecer, não deixámos que as coisas acontecessem. Os jogadores que jogaram mais tempo lutaram, os que jogaram menos tempo lutaram. Estivemos dois minutos a jogar com menos um jogador e defendemos bem com jogadores pouco utilizados como o João [Matos] e o Bruno Maior. Foram todos importantes, toda a gente sabe qual o seu papel. E um dos segredos desta equipa é como uma orquestra: toda a gente sabe que instrumento toca e em que instrumento é mais forte para ajudar que a orquestra resulte”, concluiu o agora tricampeão europeu que assumiu o comando em 2012/13.

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Infelizmente esta época tem sido atribulada. A recuperação foi retardada para poder voltar ao meu melhor e durante esse percurso foi difícil porque houve pessoas que não compreendiam que, apesar de sermos jogadores, somos seres humanos. Houve notícias a dizer que ia acabar a carreira, que o joelho nunca mais ia voltar a ser o mesmo. No momento não me caíram bem, mas preferi responder com trabalho no momento certo”, referiu Zicky Té à Sporting TV.

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A 45.ª conquista internacional do Sporting vem também coroar aquela que tem sido uma das temporadas mais profícuas nas modalidades de pavilhão do clube. O voleibol, que já terminou a época, venceu todas as competições nacionais (Campeonato, Taça de Portugal e Supertaça) num ano em que voltou a jogar a Liga dos Campeões. O basquetebol, que entrou agora no playoff do Campeonato, conquistou a Taça de Portugal e a Taça da Liga. O andebol, que tem ainda a Final Four da Taça de Portugal por disputar, foi tricampeão, ganhou a Supertaça e voltou a chegar aos quartos da Liga dos Campeões. O hóquei em patins, que vai agora entrar no playoff do Campeonato, foi campeão mundial e ganhou a Taça de Portugal e a Supertaça, tendo chegado aos quartos da Liga dos Campeões. Agora, o futsal, que vai disputar o Campeonato, venceu a Liga dos Campeões depois de ter começado também a temporada com a vitória na Supertaça.

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