Num aspeto, a história estava feita. Pela primeira vez no futsal europeu havia uma equipa que passava a ter tantas finais da Champions como o Inter FS, ainda hoje o conjunto com mais títulos na principal competição de clubes do Velho Continente. No entanto, isso era pouco. Ou melhor, isso pedia mais. E depois de algumas semanas conturbadas, não só pela derrota na final da Taça de Portugal frente ao Benfica mas também, ou sobretudo, pelas muitas notícias que foram surgindo a propósito de saídas, renovações que não chegavam a bom porto ou contratações garantidas, agora chegava a decisão europeia que era mais do que isso.
https://observador.pt/2026/05/10/quando-lhes-tocam-no-orgulho-eles-rocam-a-perfeicao-a-cronica-do-terceiro-titulo-europeu-de-futsal-do-sporting/
Se na primeira final da era Nuno Dias no Sporting os leões não conseguiram sequer marcar um golo nessa goleada por 7-0 sofrida frente ao Inter FS onde brilhava, entre outros, Ricardinho, agora conseguiram não só vencer mas deixar o Palma Futsal, que era tricampeão europeu em título, a zeros (2-0). Pelo meio, entre 2017 e 2026, a formação verde e branca chegou a sete finais, ganhou o troféu em três ocasiões (2019, 2021 e 2026, com João Matos, Gonçalo Portugal e Alex Merlim a serem os únicos que estiveram em todas as conquistas) e passou a ser a terceira equipa com mais troféus na prova, igualando o Palma e ficando apenas a um do Barcelona e a dois do Inter FS. Se antes o Sporting era uma equipa que procurava dominar sobretudo num plano interno, chegando apenas por uma vez a uma final europeia em 2011 (derrota com o Montesilvano por 5-2), agora é de forma cada vez mais assumida uma formação que entra para ganhar tudo em cada época.
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“Fomos a melhor equipa da Final Four da Champions. Há bocado estávamos a comentar: o Sporting venceu as cinco primeiras equipas do ranking. Venceu na main round o Kairat, aqui venceu o Cartagena, venceu também o Benfica e o Palma que estava em primeiro. O Sporting venceu todas e acho que de forma categórica. Estas conquistas não são por acaso. Acho que fomos muito melhores do que os nossos adversários e a satisfação é enorme pela forma meritória e categórica com que conseguimos este troféu, que é justo. Os jogadores são merecedores de tudo de bom o que está a acontecer”, frisou Nuno Dias ao Canal 11, depois de um encontro em que João Matos aumentou o recorde de jogos na Liga dos Campeões (98) e na Final Four da prova (25) e Zicky Té ganhou mais um prémio individual de Melhor Jogador da Final Four.
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“Roçar a perfeição? Teria que ser assim. E o facto de não sofrer não quer só dizer que o Sporting tenha defendido bem. Acho que o Sporting defendeu bem e atacou muito bem. Não perdeu bolas em zonas perigosas, esteve sempre organizado com posse e este resultado acaba até por, se olharmos para o jogo, ser escasso. Mas isso pouco importa agora, o que importa é que o Sporting venceu com todo o mérito, justiça e os jogadores estão de parabéns”, acrescentou o técnico dos leões após a conquista na cidade italiana de Pesaro.
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“Foi uma caminhada fantástica. Fizemos por merecer, não deixámos que as coisas acontecessem. Os jogadores que jogaram mais tempo lutaram, os que jogaram menos tempo lutaram. Estivemos dois minutos a jogar com menos um jogador e defendemos bem com jogadores pouco utilizados como o João [Matos] e o Bruno Maior. Foram todos importantes, toda a gente sabe qual o seu papel. E um dos segredos desta equipa é como uma orquestra: toda a gente sabe que instrumento toca e em que instrumento é mais forte para ajudar que a orquestra resulte”, concluiu o agora tricampeão europeu que assumiu o comando em 2012/13.
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Infelizmente esta época tem sido atribulada. A recuperação foi retardada para poder voltar ao meu melhor e durante esse percurso foi difícil porque houve pessoas que não compreendiam que, apesar de sermos jogadores, somos seres humanos. Houve notícias a dizer que ia acabar a carreira, que o joelho nunca mais ia voltar a ser o mesmo. No momento não me caíram bem, mas preferi responder com trabalho no momento certo”, referiu Zicky Té à Sporting TV.
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A 45.ª conquista internacional do Sporting vem também coroar aquela que tem sido uma das temporadas mais profícuas nas modalidades de pavilhão do clube. O voleibol, que já terminou a época, venceu todas as competições nacionais (Campeonato, Taça de Portugal e Supertaça) num ano em que voltou a jogar a Liga dos Campeões. O basquetebol, que entrou agora no playoff do Campeonato, conquistou a Taça de Portugal e a Taça da Liga. O andebol, que tem ainda a Final Four da Taça de Portugal por disputar, foi tricampeão, ganhou a Supertaça e voltou a chegar aos quartos da Liga dos Campeões. O hóquei em patins, que vai agora entrar no playoff do Campeonato, foi campeão mundial e ganhou a Taça de Portugal e a Supertaça, tendo chegado aos quartos da Liga dos Campeões. Agora, o futsal, que vai disputar o Campeonato, venceu a Liga dos Campeões depois de ter começado também a temporada com a vitória na Supertaça.
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