(c) 2023 am|dev

(A) :: Greve dos trabalhadores da Casa da Música foi desconvocada

Greve dos trabalhadores da Casa da Música foi desconvocada

Sindicato e administração chegaram a entendimento para rever o modelo de carreiras implementado a 1 de abril, acusado de provocar despromoções e salários injustos.

Agência Lusa
text

A greve na Casa da Música, no Porto, marcada para a próxima semana, foi desconvocada, visto ter sido acordada entre a instituição e os representantes dos trabalhadores uma revisão ao novo modelo de carreiras, instituído em abril.

De acordo com o Conselho de Administração da Casa da Música, num “comunicado conjunto” enviado à Lusa, foi acordado entre a instituição, a Comissão de Trabalhadores e o Sindicato dos Trabalhadores de Espectáculos, do Audiovisual e dos Músicos (Cena-STE) “iniciar, desde já, uma revisão ao modelo de carreiras instituído na Fundação a 01 de abril de 2026”.

A revisão “urgente” do modelo de carreiras, que os trabalhadores alegam ter sido “instituído unilateralmente” pela Administração, foi a razão para os trabalhadores terem marcado uma greve com início na segunda-feira, 11 de Maio, e término a 16 de Maio.

No comunicado esta sexta-feira divulgado é anunciado que o acordo entre a Administração e os representantes dos trabalhadores “resulta, no imediato, na desmarcação da greve”.

Na segunda-feira, o Cena-STE explicava, em comunicado, que, com a revisão do modelo, os trabalhadores da Casa da Música pretendem, entre outros, “anular os reposicionamentos de trabalhadores em categorias profissionais recém-criadas e que correspondam a despromoções ou posicionamento em carreiras mais desfavoráveis”, assim como que haja uma “diminuição substancial das diferenças entre os salários de base e os salários de topo”.

O Cena-STE referiu-se ao modelo de carreiras como “absurdo, discriminatório e mal desenhado, com critérios opacos”, dizendo que a sua “imposição unilateral foi feita com o anúncio de grandes aumentos”, mas “vários trabalhadores tiveram aumento zero em relação a 2025, e outros pouco mais de zero”.

O sindicato alega que o novo modelo “trouxe um grande número de despromoções para categorias inferiores, sem qualquer explicação nem aviso prévio, de modo a travar as respetivas evoluções salariais”, e “colocou nos níveis iniciais de carreira trabalhadores com 20 e mais anos de profissão, com o aviso de que só poderão passar a níveis seguintes mediante avaliações de desempenho futuras – apagando assim toda a carreira e experiência profissional passada”.

Além disso, segundo o Cena-STE, o modelo “pretende fixar as diferenças salariais chocantes que têm manchado a Casa da Música, sendo possível que alguns trabalhadores entrem nos quadros a ganhar 10% do salário do administrador-delegado e 20% dos cargos de direção”, e “comprime 80% dos trabalhadores na metade menos vantajosa da tabela salarial”.

Também na segunda-feira, num comunicado enviado à Lusa, o Conselho de Administração da Fundação Casa da Música defendeu que a aplicação do novo modelo de carreiras levou ao “maior aumento salarial na história da Fundação, com um aumento médio global de 5,1%”.

Segundo a Administração, “esta fase inicial permitiu uma valorização remuneratória concreta, com aumentos salariais efetivos na maioria dos casos situando-se, em média, acima dos 100 euros, evidenciando um esforço financeiro relevante e direcionado às carreiras mais técnicas”.

O Conselho de Administração alega que o novo modelo de carreiras resulta de “um processo longo de identificação e caracterização das funções e estrutura de funcionamento da Casa da Música”, que foi apresentado ao Sindicato e à CT.

[Ao décimo dia em Nova Iorque dá-se o homicídio brutal. As últimas horas, o que aconteceu no quarto 3416 e a confissão de Renato sobre como matou Carlos Castro. O acesso aos ficheiros da investigação permite reconstituir toda a investigação ao crime. Ouça o quinto episódio de “Os ficheiros do caso Carlos Castro”, o novo Podcast Plus do Observador, narrado pela atriz Joana Santos, com banda sonora original de Júlio Resende. Pode ouvir aqui, no site do Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir também aqui o primeiro episódio, aqui o segundo, aqui o terceiro episódio e aqui o quarto episódio]