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(A) :: Hantavírus. Infeções terão ocorrido "durante atividade específica" que passageiros realizaram juntos "antes do aparecimento dos sintomas"

Hantavírus. Infeções terão ocorrido "durante atividade específica" que passageiros realizaram juntos "antes do aparecimento dos sintomas"

Ministra espanhola aponta "atividade específica" como possível origem das infecções. Passageiros só desembarcam quando os aviões dos países de origem estiverem prontos.

Sâmia Fiates
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Algumas das infeções por hantavírus no MV Hondius poderão ter ocorrido depois de “uma atividade específica” que os passageiros realizaram juntos antes do aparecimento dos sintomas, revelou a ministra da Saúde espanhola, Mónica García, numa publicação no X.

A ministra respondeu a uma pergunta de uma usuária da rede social. “Ministra, pergunto por ignorância: por que todos os especialistas dizem que não há risco de pandemia e que o contágio é baixo, mas de 152 pessoas já houve 8 infetadas? Esse número não condiz com “baixo risco””, questiona a mulher no X.

Mónica García então respondeu, também através da rede social. “Isso ocorre porque essas 152 pessoas estavam a viver juntas há semanas num espaço confinado e limitado, como as cabines e áreas comuns de um navio, onde as condições de exposição são muito diferentes daquelas do cotidiano em terra”, começa por escrever a ministra espanhola. “Além disso, tudo indica que algumas das infeções ocorreram durante uma atividade específica que realizaram juntas antes do aparecimento dos sintomas, onde provavelmente houve exposição ao vírus.”

“Especialistas falam em “baixo risco” porque a transmissão de pessoa para pessoa desse tipo de hantavírus não é fácil. Os casos documentados de contágio interpessoal ocorrem em contextos de contacto muito próximo, prolongado e contínuo ao longo de dias, como pode acontecer em um navio durante semanas”, conclui a ministra da Saúde espanhola.

Numa conferência de imprensa na tarde desta quinta-feira, o diretor geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus confirmou que há cinco casos confirmados do vírus e três casos suspeitos, todos relacionados ao surto no MV Hondius. Três pessoas já morreram em decorrência do vírus, que é a única estirpe de hantavírus transmissível entre pessoas.

https://observador.pt/2026/05/04/o-que-e-o-hantavirus-responsavel-pelo-surto-que-fez-tres-mortos-e-tres-doentes-num-cruzeiro-no-atlantico/

147 pessoas permanecem a bordo do MV Hondius, depois que três passageiros com sintomas foram retirados da embarcação na passada quarta-feira. De acordo com a Oceanwide Expeditions, a operadora do cruzeiro, os passageiros remanescentes “não apresentam sintomas do vírus”. O navio está a caminho da Espanha e deve ancorar ao largo do porto de Granadilla, em Tenerife, no próximo domingo. Os países da União Europeia devem começar a retirar os seus cidadãos no dia seguinte.

Numa conferência de imprensa esta tarde, o diretor-geral de Saúde Pública de Espanha, Pedro Gullón, detalhou os procedimentos que se seguem assim que o navio MV Hondius chegar às Ilhas Canárias. Primeiramente, o navio e as condições dos passageiros serão inspecionados para verificar a existência de novos casos desconhecidos pelas autoridades. “Se não houver novos casos a bordo, os passageiros serão transferidos para os seus países de origem”, explica Gullón.

“Não deixarão o navio até que o avião que os levará para seus países de origem esteja pronto. O deslocamento por terra será supervisionado em todos os momentos pelo Governo Espanhol”, acrescentou a Secretária-Geral de Proteção Civil e Emergências, Virginia Barcones. Se os países não enviarem aviões para buscar os seus cidadãos, a responsabilidade será dos Países Baixos. “Os Países Baixos são responsáveis ​​perante o direito do mar e, desde o início, assumiram esse papel. Mas a Comissão Europeia está empenhada em garantir que tudo esteja em ordem quando o navio chegar”, disse Barcones.

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