(c) 2023 am|dev

(A) :: Alemão recebe indemnização de quase mil euros após não ter espreguiçadeiras livres num hotel na Grécia

Alemão recebe indemnização de quase mil euros após não ter espreguiçadeiras livres num hotel na Grécia

Família queixou-se de não ter conseguido encontrar espreguiçadeiras disponíveis junto à piscina do hotel devido às "reservas" de lugares com toalhas. Tribunal de Hanôver fixou indemnização de 986,70€.

Manuel Nobre Monteiro
text

Um tribunal alemão condenou uma agência de viagens a indemnizar uma família em quase 1.000 euros depois de um turista não ter conseguido encontrar espreguiçadeiras livres durante as férias num hotel na Grécia devido à prática de reserva de lugares com toalhas.

De acordo com a emissora alemã NDR, o caso aconteceu em 2024, quando um homem estava a passar férias na ilha grega de Kos, com a mulher e os dois filhos. Segundo contou em tribunal, acordava cedo todos os dias para tentar conseguir lugares para a família. Ainda assim, passava cerca de 20 minutos à procura de espreguiçadeiras, porque muitas já estavam “reservadas” com toalhas deixadas por outros hóspedes.

O turista apresentou várias reclamações ao hotel, alegando que as regras contra a reserva de lugares não estavam a ser cumpridas. Disse, ainda, que os funcionários nunca chamaram à atenção os hóspedes que ocupavam as espreguiçadeiras desta forma. Segundo o alemão, os filhos chegaram a ter de ficar deitados no chão junto à piscina por falta de espaço, sendo que as férias custaram cerca de 7.000 euros.

O hotel acabou por devolver parte do dinheiro da estadia, mas o Tribunal Distrital de Hanôver considerou que a compensação era insuficiente. A justiça alemã decidiu, assim, que a família tinha direito a receber 986,70 euros.

Na decisão, o juiz considerou que, embora os turistas não tenham garantia de conseguir sempre uma espreguiçadeira, cabe à empresa responsável pela viagem, em conjunto com o hotel, garantir uma relação “razoável” entre o número de hóspedes e os lugares disponíveis.

O caso é visto como uma rara intervenção judicial nas chamadas “guerras das toalhas“, uma prática comum em hotéis e resorts europeus, onde hóspedes reservam espreguiçadeiras durante horas sem as utilizarem. Apesar de não existir uma lei específica sobre o tema, muitos hotéis têm regras que proíbem este tipo de reservas. Em vários casos, as toalhas são retiradas após 30 a 60 minutos sem utilização.

[Ao décimo dia em Nova Iorque dá-se o homicídio brutal. As últimas horas, o que aconteceu no quarto 3416 e a confissão de Renato sobre como matou Carlos Castro. O acesso aos ficheiros da investigação permite reconstituir toda a investigação ao crime. Ouça o quinto episódio de “Os ficheiros do caso Carlos Castro”, o novo Podcast Plus do Observador, narrado pela atriz Joana Santos, com banda sonora original de Júlio Resende. Pode ouvir aqui, no site do Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir também aqui o primeiro episódio, aqui o segundo, aqui o terceiro episódio e aqui o quarto episódio]