A luta pelo título no Campeonato da Arábia Saudita continua ao rubro. No último fim de semana, o Al Nassr escorregou na deslocação a casa do Al Qadisiyah e relançou a luta pelo primeiro lugar, já que o Al Hilal venceu e aproveitou para reduzir a diferença entre os dois rivais de Riade para apenas dois pontos a três jornadas do fim (3-1). Para lá da questão pontual, o dérbi da penúltima revestia-se de grande importância, já que quem ganhasse ficava ainda mais perto de chegar ao título. No que concerne à equipa de Jorge Jesus, Cristiano Ronaldo e João Félix, os próximos dias são bastante importantes, já que os cavaleiros de Najd têm também pela frente a final da Liga dos Campeões 2 asiática, frente ao Gamba Osaka. Primeiro, contudo, havia que visitar o Al Shabab, que precisava de pontuar para garantir a manutenção, em jogo antecipado da penúltima ronda.
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Para o jogo desta quinta-feira, Jesus tinha Mohamed Simakan, Kingsley Coman e Ângelo em dúvida, depois de o trio ter saído da última partida com problemas musculares. O treinador português foi precisamente o elemento que mais esteve em foco nos últimos dias, depois de ter confessado que esteve muito perto de assumir a liderança da seleção do Brasil, mantendo conversas com a federação local (CBF) no final de 2024 e no início de 2025. “Podia ter dito sim ao Brasil em janeiro de 2025? Podia, mas naquele momento considerei que não devia abandonar os desafios que tinha em mãos com o AlHilal. Ofereceram-me um salário que me tornaria automaticamente o treinador de seleção mais bem pago do mundo. Também garantiram o pagamento dos 11 milhões de euros necessários para que eu rescindisse com o Al Hilal”, confessou na habitual crónica semanal que tem no jornal Record. O título desta edição é: “Com um pé na Arábia e outro no Brasil”.
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Na antecâmara do jogo, confirmou-se a indisponibilidade do trio de lesionados, com Jorge Jesus a arrancar a partida com Cristiano Ronaldo, João Félix, Sadio Mané e Abdulrahman Ghareeb no ataque. Na defesa, Abdulelah Al-Amri foi o escolhido para jogar ao lado de Iñigo Martínez, ao passo que o Bento e Marcelo Brozovic foram os outros estrangeiros a marcarem presença num Al Nassr com cinco sauditas no onze, para lá do banco repleto de jogadores do futebol local.
A equipa de Riade teve uma entrada afirmativa na partida e, logo no terceiro minuto, colocou-se em vantagem, com Félix a aproveitar uma má abordagem da defesa, após um cruzamento de Mané, para faturar (3′). Volvidos sete minutos foi a vez de Ghareeb cruzar para o segundo poste, onde o internacional português voltou a aparecer sozinho a encostar de cabeça para o bis (10′). Apesar da confortável vantagem logo aos dez minutos, Yannick Ferreira-Carrasco recebeu no último terço, furou a defesa do Al Nassr e, já dentro da área, desferiu um remate cruzado para o 1-2 (30′).
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Na etapa complementar foi a vez do capitão responder com o golo que sentenciou a partida: Mané voltou a desequilibrar pela esquerda, entrou na área e cruzou rasteiro para Cristiano que, de primeira, não precisou de muito para fazer o 971.º tento da sua carreira (75′). Ainda assim, o Al Shabab respondeu de pronto, com Ali Al-Bulayhi a reduzir após um passe de cabeça de Hammam Al-Hammami (80′), mas o Al Nassr conseguiu segurar a vantagem e terminou o jogo a fazer mais um golo, com João Félix a converter um penálti, já sem Ronaldo em campo (90+8′). Desta forma, a equipa de Jorge Jesus voltou a ter cinco pontos de vantagem para o Al Hilal, que tem menos um jogo (2-4).