A história parece retirada do cinema, mas é só mesmo mais um capítulo do autêntico filme de terror que se está a viver no Real Madrid. De acordo com o jornal Marca, Fede Valverde teve de ser assistido no hospital depois de uma discussão com Aurélien Tchouaméni, numa altercação entre dois colegas de equipa que motivou a convocatória imediata de uma reunião de urgência no balneário.
A história entre Valverde e Tchouaméni, porém, começa ainda esta quarta-feira. Também segundo o jornal Marca, os dois jogadores enfrentaram-se na sequência de um lance durante o treino, chegando mesmo a trocar empurrões e acabando separados pelos restantes colegas, numa discussão que prosseguiu no balneário — mas que ficou aparentemente sanada. Esta quinta-feira, contudo, o barril de pólvora explodiu definitivamente.
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Novamente em Valdebebas, no centro de treinos do Real Madrid e depois da sessão desta manhã, Fede Valverde terá recusado apertar a mão a Tchouaméni quando o médio francês procurou cumprimentá-lo já no balneário. O que se passou a seguir não tem precedentes nos merengues: os dois jogadores envolveram-se num confronto físico grave que os restantes colegas não conseguiram impedir a tempo de evitar que o uruguaio, num momento involuntário que não foi diretamente provocado pelo francês, sofresse um ferimento sério no rosto que começou a sangrar abundantemente.
Fede Valverde, que é um dos capitães do Real Madrid, foi transportado para o hospital mais próximo acompanhado por Álvaro Arbeloa, o treinador, e teve de ser suturado com vários pontos. Em Valdebebas, José Ángel Sánchez, o CEO dos merengues, conduziu desde logo uma reunião de urgência com todo o plantel, anunciando um processo disciplinar aos dois jogadores e procurando perceber o que se passa no balneário.
De recordar que, nos últimos dias, um outro caso de aparente violência dentro do plantel do Real Madrid já tinha causado manchetes em Espanha. Segundo a Onda Cero, Antonio Rüdiger teria dado uma chapada a Álvaro Carreras durante um treino, no final do mês de abril — com o próprio lateral espanhol a confirmar que algo se passou, ainda que aproveitando para desvalorizar e esvaziar a gravidade da situação.
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“Nos últimos dias, têm surgido certas insinuações e comentários a meu respeito que simplesmente não são verdadeiros. O meu compromisso com este clube e com os treinadores que tive tem sido inabalável desde o primeiro dia e vai continuar a ser. Desde o meu regresso, sempre trabalhei com o máximo profissionalismo, respeito e dedicação. Lutei muito para realizar o meu sonho de regressar a casa. Relativamente ao incidente com um colega, trata-se de um assunto pontual sem relevância que já está resolvido. A minha relação com toda a equipa é muito boa”, escreveu o antigo jogador do Benfica nas redes sociais, comentando também o facto de ter perdido a titularidade na reta final da temporada.
Para juntar a tudo isto, o jornal Marca garante que Álvaro Arbeloa está completamente desacreditado junto do plantel e que seis jogadores nem sequer dirigem a palavra ao treinador — para além da polémica com Kylian Mbappé, que aproveitou o facto de estar a recuperar de lesão para passar férias com a namorada, falhando vários jogos do Real Madrid, e já reuniu mais de dois milhões de assinaturas numa petição que pede que seja imediatamente despedido. Pelo meio, os merengues podem mesmo servir de bobo da festa já este domingo, no El Clásico em Camp Nou, onde o Barcelona só precisa de um ponto contra os principais rivais para se sagrar campeão nacional.
https://observador.pt/2026/05/04/o-aviao-o-barco-sardenha-e-ester-as-razoes-do-conflito-entre-mbappe-e-o-balneario-do-real-madrid/