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(A) :: Londres contra Paris, Arteta contra Enrique, Arsenal contra PSG: a final inédita com dois espanhóis longe de Espanha

Londres contra Paris, Arteta contra Enrique, Arsenal contra PSG: a final inédita com dois espanhóis longe de Espanha

Há 55 anos que a final da Champions não recebia clubes de duas capitais europeias e nunca dois treinadores espanhóis lá se tinham defrontado. João Neves e João Pinheiro protagonizaram lance polémico.

Mariana Fernandes
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É uma final inédita: Arsenal e PSG vão disputar a Liga dos Campeões no próximo dia 30 de maio, na Puskás Arena de Budapeste, num jogo decisivo que nunca aconteceu na competição. De um lado, uma equipa inglesa que nunca foi campeã europeia; do outro, uma equipa francesa que foi campeã europeia pela primeira vez na temporada passada.

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Mas há mais. Há 55 anos que não acontecia uma final da Liga dos Campeões entre equipas de duas capitais europeias — se agora é um Londres contra Paris, em 1970/71 foi um Amesterdão contra Atenas, com o Ajax de Johan Cruyff a vencer o Panathinaikos treinado por Ferenc Puskás em Wembley para se sagrar campeão europeu pela primeira de quatro vezes. Além disso, com três, o PSG passou a ser o clube francês com mais presenças em finais da principal competição europeia, descolando das duas do Marselha e do Stade Reims.

A final da Liga dos Campeões de 2025/26 marca ainda a primeira vez em que dois treinadores espanhóis se defrontam no jogo decisivo da competição — com a particularidade de, nesta edição, ambos orientarem equipas estrangeiras e não uma equipa espanhola.

Em Munique, Dembélé marcou o golo que acabou por ser decisivo e logo ao terceiro minuto de jogo, marcando pela terceira partida consecutiva na Liga dos Campeões e tornando-se apenas o segundo francês com três golos numa eliminatória de meia-final da competição, igualando o feito de Karim Benzema pelo Real Madrid em 2021/22 e contra o Manchester City. Os franceses vão assim defender o troféu conquistado no ano passado contra o Inter Milão e procurar o bicampeonato europeu, algo que não acontece desde o Real Madrid foi tricampeão entre 2016 e 2018.

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Depois do apito final, João Neves foi um dos jogadores do PSG a aparecer junto da comunicação social. “Estamos a celebrar no balneário. É sempre um prazer chegar à final. Estamos orgulhosos da nossa jornada, é tempo de celebrar com o grupo, com as nossas famílias, com todos aqueles que nos ajudaram a chegar aqui. Jogar contra o Bayern Munique é muito difícil, são uma equipa incrível. Sofremos muito, mas estamos prontos, aconteça o que acontecer. Mesmo com todas as lesões que temos tido todos os jogadores estão prontos para jogar. É assim que se constrói uma grande equipa”, defendeu o internacional português.

Curiosamente, João Neves foi o protagonista de um dos lances mais polémicos do jogo desta quarta-feira. Depois de não dar o segundo cartão amarelo a Nuno Mendes por mão na bola, numa decisão correta justificada com o facto de Konrad Laimer ter também tocado com a mão na bola anteriormente, o árbitro português João Pinheiro não assinalou grande penalidade num lance em que João Neves desviou claramente a bola com a mão no interior da área do PSG. O VAR nada fez, o banco do Bayern Munique explodiu em protestos — mas João Pinheiro, mais uma vez, tinha razão.

Ora, como a bola vinha de Vitinha antes de tocar no braço esquerdo de João Neves, aplicava-se uma lei pouco conhecida do Internacional Football Association Board (IFAB). “É atingido na mão ou braço por uma bola que foi jogada por um colega de equipa (exceto se a bola entrar diretamente na baliza adversária ou se o jogador marcar golo imediatamente após o toque; nestes casos, é assinalado um livre direto a favor da equipa adversária)”, pode ler-se no regulamento.

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