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Exercício revela fragilidades nos helicópteros Black Hawk da Força Aérea, diz Proteção Civil

O sistema "belly tank" dos novos Black Hawk obriga a rever procedimentos. As conclusões surgem do maior exercício europeu de proteção civil a decorrer esta semana em Viseu.

Agência Lusa
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O comandante nacional da Proteção Civil admitiu esta quarta-feira que entre as fragilidades encontradas no exercício europeu a decorrer em Viseu está o abastecimento aos helicópteros Black Hawk da Força Aérea, sendo necessário fazer um ajuste.

“Colocamos um conjunto de cenários muito complexos e portanto é natural que com este cenário haja um conjunto de fragilidades que são identificadas para depois serem perfeitamente corrigidas”, indicou o comandante da Autoridade Nacional de Emergência e de Proteção Civil (ANEPC), Mário Silvestre.

O comandante nacional acrescentou que, até ao dia de hoje, já tinham surgido algumas fragilidades ao “mais diverso nível, desde logo por exemplo com a questão dos abastecimentos dos helicópteros” Black Hawk da Força Aérea.

O responsável afirmou que se está a testar estes helicópteros e, como se trata de um meio aéreo novo, é preciso fazer algumas afinações relativamente ao abastecimento e, sem entrar em muitos pormenores, o comandante acabou por revelar algumas diferenças entre os Black Hawk e os restantes meios aéreos.

“Estamos a falar de um helicóptero, que é de asa rotativa, mas com uma maior envergadura, que trabalha com um sistema diferente, que se chama ‘belly tank’, [tanque ventral] ou seja, é um depósito acoplado na parte debaixo do helicóptero e, portanto, não permite apanhar a água de uma distância tão alta como se estivermos a trabalhar com um cabo que é aquilo que normalmente veem “, revelou.

Neste sentido, assumiu que isso implica “um conjunto de alterações de algumas das metodologias” que têm sido usadas anteriormente, com os outros helicópteros.

O dispositivo de combate a incêndios vai contar este ano pela primeira vez com dois helicópteros Black Hawk da Força Aérea.

Mário Silvestre reforçou que todos os exercícios “servem para oportunidades de melhoria” e, neste em específico, os elementos da organização foram “muito exigentes no exercício” do qual está a ser retirado “um conjunto de elações”.

Entre 5 e 7 de maio decorre no Município de Viseu, o exercício europeu de proteção civil PT EU MODEX 2026, na modalidade ‘live exercise’ (LIVEX) com mobilização real de meios operacionais no terreno.

O exercício tem por base o cenário de um incêndio rural de grande dimensão, com origem na localidade de Maeira, freguesia de Barreiros e Cepões, Viseu, afetando extensas áreas florestais e diversos aglomerados populacionais.

A operação estende-se a cinco freguesias do concelho: de Cota, Barreiros e Cepões, Lordosa, Calde e de Viseu, bem como às freguesias adjacentes.

Organizado pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em parceria com o consórcio CN APELL, no âmbito do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia, o exercício envolve mais de 700 operacionais de Chipre, Chéquia, Espanha, França, Polónia e Portugal.

O objetivo é testar a resposta conjunta e integrada do Sistema Nacional de Proteção Civil e da União Europeia a cenários complexos de incêndios rurais, incluindo combate a incêndios, evacuação de populações, gestão de zonas de apoio e coordenação da assistência internacional.

É igualmente testada a capacidade de receção, integração e coordenação de equipas internacionais em contexto operacional real.

Os exercícios EU MODEX, financiados pela União Europeia, visam reforçar a interoperabilidade entre capacidades nacionais e europeias, promovendo uma resposta coordenada, eficaz e solidária a situações de catástrofe.