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Bloco de Esquerda exige controlo de preços com concurso que imita "O Preço Certo" e denuncia ovos 84% mais caros

Bloco instalou "bancas" com produtos alimentares, num jogo alusivo ao "Preço Certo", para alertar o custo de vida. Pureza aproveitou a deixa e defendeu "coragem política" para baixar os preços.

Agência Lusa
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O Bloco de Esquerda (BE) promoveu esta quarta-feira, em Braga, o concurso “O preço incerto”, para alertar para o aumento “brutal” do custo de vida e para exigir medidas que aliviem o bolso dos portugueses.

“Se ‘O preço certo’ parece que é o programa de televisão mais visto em Portugal, ‘O Preço Incerto’ é o problema sentido por mais gente em Portugal. Mas o que acontece é que ‘O Preço Incerto’ é um jogo viciado, porque a roda da sorte calha sempre para os mesmos“, disse o coordenador do BE.

Em declarações à Lusa, José Manuel Pureza explicou que a iniciativa desta quarta-feira pretende alertar para os aumentos “brutais” dos preços dos combustíveis, dos bens essenciais, da renda da casa, que fazem com que “90 por cento” dos portugueses tenham “vidas de aflição”, enquanto os restantes 10 por cento “detêm 60 por cento da riqueza nacional”.

“É por isso que nós vimos aqui para, brincando, falar de coisas muito sérias, que são justamente a necessidade de virarmos este jogo e de controlarmos os preços, ter a coragem de controlar os preços dos combustíveis, do supermercado, da renda da casa, para que as pessoas possam viver, e de pôr aqueles lucros extraordinários que estão subindo de maneira obscena na grande distribuição e nos combustíveis ao serviço da grande maioria”, referiu.

No centro de Braga, o Bloco instalou quatro “bancas”, três das quais com produtos alimentares (couve coração, ovos e tomates) e uma alusiva aos lucros do grupo Jerónimo Martins.

Os preços atuais foram sendo desvendados, um a um, todos com aumentos substanciais, que, no caso dos ovos, ascendem a 84 por cento.

A banca da Jerónimo Martins apontava para um aumento de 7,9 por cento dos lucros.

“Neste jogo, a roda da sorte calha sempre para os mesmos”, reiterou José Manuel Pureza.

Para o líder do Bloco, é preciso haver “determinação e coragem política” para baixar os preços.

“Nós não estamos a inventar nada que não tenha sido feito em outros países. Aqui mesmo ao nosso lado [Espanha], os combustíveis desceram de preços em vez de subirem, o que significa, concretamente, que é uma escolha política”, apontou.

Para Pureza, é necessário exigir que, “por uma vez na vida”, as decisões políticas sejam favoráveis “aos de baixo e não àqueles 10 por cento dos mais ricos que beneficiam sempre”.

Defendeu que o Estado “deve o primeiro a dar o exemplo”, desde logo com a redução, mesmo que temporária, do IVA.

“Mas, mais do que isenções ou reduções fiscais, aquilo que é necessário é a coragem de fazer o que é normal numa situação excecional como aquela que estamos a viver. Para situações excecionais, medidas excecionais. E, portanto, o controlo de preços de bens essenciais, incluindo nesses bens essenciais como o gasóleo e a gasolina, é uma medida que é perfeitamente exigível neste contexto”, rematou.

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